SÃO PAULO – Amamentar o próprio filho é um ato de amor, mas doar leite e ajudar a alimentar outros bebês é um ato de amor ainda maior. Esse gesto de solidariedade salva vidas e forma o futuro de muitas crianças, disse a ministra interina da Saúde, Ana Paula Soter, durante o lançamento da campanha para aumentar o número de doadoras voluntárias de leite materno aos bebês prematuros.
Segundo dados da pasta, o volume de leite materno coletado atualmente representa de 55% a 60% da real demanda no País. De janeiro a dezembro de 2014, foram coletados em todo o país 184 mil litros de leite materno, beneficiando a 178 mil recém-nascidos. Ao todo, 164 mil mulheres doaram neste período. De 2008 até 2014 foi registrado aumento de 11% no volume de coletas de leite no Brasil.
Com o tema Seja doadora de leite materno e faça a diferença na vida de muitas crianças, o ministério pretende ampliar o volume de leite materno coletado e distribuído para os recém-nascidos, especialmente os prematuros de baixo peso internados nas UTIs.
A meta do Ministério da Saúde é aumentar em 15% o volume do leite coletado com a campanha, que também marca a comemoração dos 30 anos de Políticas Públicas dos Bancos de Leite Humano. Ana Paula Soter destacou ainda a importância dos bancos de leite para salvar a vida dos bebês prematuros. “A nossa rede de banco é a maior e mais completa do mundo. Temos hoje 215 bancos de leite espalhados por todo o Brasil e cada Estado tem, pelo menos, uma unidade, além dos postos de coleta”, explicou.
A apresentadora Maria Paula, Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, também citou a função social na doação de leite materno. “Amamentar é uma função social, um vínculo afetivo muito grande”, disse.
Com o leite humano, o bebê fica protegido de infecções, diarreias e alergias, cresce com mais saúde, ganha peso mais rápido, além de ficar menos tempo internado. O aleitamento materno também diminui o risco de doenças como hipertensão e diabetes.
Fonte: Jornal do Commercio



