Câncer de mama é menos frequente na região Nordeste, segundo pesquisa

Para 2014, são esperados 57 mil novos casos de câncer de mama na população brasileira de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Os números fazem da doença uma grande preocupação entre as brasileiras, especialmente diante das 13 mil mortes estimadas este ano decorrentes da doença.

Uma pesquisa realizada em 2013 pelo INCA mostrou que o câncer de mama foi mais frequente nas Regiões Sul (71 casos/100 mil) e Sudeste (71 casos/100 mil), e menos na região Nordeste (37 casos/100 mil) e Norte (21 casos/100 mil).

Para o dr. Felipe Eduardo Martins de Andrade, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e Titular do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio-Libanês, as taxas variam pelo fato do país ter dimensões continentais.

“Nos Estados menos desenvolvidos, com menos recursos diagnósticos e programas inadequados, a ocorrência dos tumores muitas vezes é subestimada”, explica.

Outro aspecto que chama a atenção nas estatísticas entre 1980 e 2011 é o aumento na taxa de mortalidade por câncer também na faixa etária de até 50 anos, em todas as regiões do Brasil. Embora mais comum em mulheres acima de 50 anos – em 2011 foram aproximadamente 47 óbitos a cada 100 mil mulheres -, não podemos ignorar que o aumento da ocorrência em mulheres mais novas subiu de 2,25 casos, em 1980, para 4,31 casos em 2011, alerta o especialista.

“Quanto mais próxima a mulher estiver da quarta e quinta décadas de vida, maiores são os riscos. O aumento no número de casos em jovens se deve à melhora do rastreamento mamário e, por conseguinte maus achados. Também, pelo maior entendimento da doença e consulta mais precoce com o mastologista”, avalia dr. Felipe Eduardo.

Para ele, o interessante de se observar é a forma como a abordagem da doença mudou. “Antigamente as cirurgias provocavam enormes deformações na estética mamária e, em muitas vezes, deformações no tórax das pacientes”, ressalta.

O médico também destaca que mesmo com a confirmação do diagnóstico, a mulher com câncer de mama vive hoje muito mais, mesmo que o câncer evolua com metástases.

“Hoje, há uma série de medicações que podem controlar essa doença por um longo período.”

Fonte: Maxpressnet

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