Câncer de mama: é possível preveni-lo?

Uma em cada 12 mulheres brasileiras vai ter este tumor durante a sua existência. Situação umpoucomelhor do que as americanas, nas quais a doença surgirá uma em cada sete. O problema também acomete os homens, mas a sua prevalência é bastante baixa. Para cada homem acometido, existirão 100 mulheres. A única forma de malignidade mais frequente entre as mulheres do que os tumores de mama são os da pele. É a segunda causa demortalidade, por câncer, no sexo feminino, só inferior as dos pulmões. O número de doentes tem crescido em vários países, mas a mortalidade não. Isto se deve aos recursos terapêuticos atualmente disponíveis e, por conta de diagnósticos mais precoces. Existem condições que aumentam a probabilidade de umamulher ser acometida pela patologia. Várias delas não são modificáveis: 1- Antecedentes familiares – a existência de caso na mãe e/ou irmã aumenta a probabilidade da doença de três a quatro vezes; 2 – Início da menstruação antes dos 12 anos de idade; 3 – Menopausa tardia, após os 55 anos; Porém, também existem outras onde há probabilidade de modificação: 1 – Ter filhos – a doença é mais prevalente nas que nunca engravidaram ou só o fizeram após os 35 anos de idade; 2 – Evitar uso de estrógenos – no tecido mamário existem estruturas que fazem o seu crescimento ser estimulado por este tipo de substância. Durante a gravidez, a placenta produz uma grande quantidade daqueles hormônios, o que resulta no grande aumento das mamas, preparando-as para a amamentação. E é tambémpor conta dos estrógenos que existe a diferença de volume das mamas nos dois sexos. Da mesma maneira, esses hormônios também estimulam o crescimento das células tumorais mamárias. Assim não é indicado o seu uso, nasmulheres name nopausa e que tenham fatores de risco para esta doença como, por exemplo, antecedentes familiares. É motivo de discussão se o uso de pílulas anticoncepcionais também aumentaria a incidência da doença. São tambémmedicamentos que contém estrógenos e alguns acreditam que o seu uso prolongado por mais de três anos aumente o risco da patologia; 3 – Evitar a obesidade – o excesso de peso às custas de tecido gorduroso aumenta a probabilidade de vários cânceres: pâncreas, vesícula, fígado, esôfago, próstata, também de mama, etc. Em vários desses tipos de tumores, não se sabe exatamente por qual mecanismo. Nos de mama, acredita-se conhecêlo. Nas mulheres, os estrógenos são produzidos muito principalmente pelos ovários. No entanto, existe uma outra fonte. A transformação ao nível do tecido adiposo de um hormônio, a androstenedione, produzido pela glândula adrenal em um estrógeno, a estrona. Assim, quem tem a maior quantidade de gordura produz mais este hormônio. Uma mulher com excesso de peso tem mais estrógenos do que uma não obesa; 4 – Mastectomia preventiva – retirar a mamas antes que o câncer apareça. Este tipo de intervenção, extremament agressiva, é indicada para alguns caso de mulheres em que o estudo genétic revela a presença dos genes BRCA1 e BRCA2. Quemé portadora desse padrã gênico tem mais de 80% de chance d apresentar a doença, caso tenha vida longa. A pesquisa desse gene , volto a enfatizar, só tem indicação para as pessoas d família com vários casos do problema Além disso, existem outras limitações. S 5% dos doentes de câncer demama tê esse gene, ou sej a negatividade não afasta a probabilidade de contrair o tumor Umoutro fator limitante é o alto custo da sua determinação. No Brasil, são pouco serviços que o realizam e o preço vari de seis a 12 mil reais; 5 – O uso de bloqueadores da ação dos estrógenos no nível do tecido mamário – a ação de estímulo desse tipo de hormônio sobre a mamas pode ser bloqueada por novas drogas, conhecidas pela sigla ingles SERM. Assim, estes medicamentos, Tamoxifen e Raloxifene, já usados no tratamento da doença, vêm sendo utilizado em alguns serviços em casos selecionados de alto risco como prevenção.

Fonte: Folha de Pernambuco

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