A superlotação de grandes emergências do Estado, a exemplo do Getúlio Vargas e do Otávio de Freitas, neste início do ano, exige soluções que vão muito além das UPAs, espalhadas na RMR. Além de fazer sofrer pacientes e acompanhantes, o episódio deve servir aos gestores, para melhor planejamento, dentro e fora do SUS.
O secretário estadual da Saúde, José Iran Costa Júnior, afirma que grande parte da lotação vem do trânsito. São atropelados e vítimas de acidentes com moto, ocupando leitos que deveriam atender outras demandas do desenvolvimento, como o envelhecimento da população. Regulamentar as cinquentinhas, conduzidas de forma irresponsável, é urgente e extrapola os limites da saúde pública. Mas o sistema único também tem sua contribuição a dar. Nessa fase difícil, a Secretaria de Saúde voltou a praticar medida do passado, redistribuindo, em hospitais, parte dos doentes do HGV. Integrado, o SUS realmente funciona melhor. E se outras políticas, como a de trânsito, preocuparem-se também com ele, alguma coisa pode de fato mudar nas emergências.
Fonte: Jornal do Commercio



