A campanha, intitulada Em nossa casa a dengue não entra, não fica restrita apenas aos panfletos. Caso os moradores tenham dúvida sobre as formas de combate ao mosquito, podem conversar com os carteiros. Eles foram capacitados por técnicos da Vigilância Epidemiológica do governo estadual para orientar os cidadãos.
Uma das principais vantagens do reforço, destacada pela coordenadora estadual do programa da dengue, Claudenice Pontes, é o conhecimento já adquirido dos carteiros. Procuramos passar para eles formas de eliminar os transmissores. Os carteiros saem aptos para tirar dúvidas da população e, assim, repassar as informações recebidas durante a capacitação, explica.
Carteiro há 12 anos, Jailton Batista dos Santos, 40, é conhecido pelas ruas da Mustardinha, bairro da Zona Oeste recifense onde atua rotineiramente. É simples porque a gente já conhece os moradores. Entregamos o material informativo junto às cartas, conversamos um pouco e, se alguém tiver alguma dúvida, tento ajudar com o que aprendi, diz, vestido com a camisa da campanha.
O governo estadual estima que 1,5 milhão de domicílios sejam visitados pelos profissionais parceiros até o encerramento da campanha. Deste total, 530 mil são localizados na capital. Ontem, cerca de 2 mil carteiros e 700 atendentes comerciais começaram a ser preparados para a ação. A campanha acontece em três polos do Estado: Recife, Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão pernambucano.
Nas agências centrais dos Correios das três cidades foram montados protótipos de laboratórios para ensinar à população as quatro fases do ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti: ovo, larva, pupa e adulto. A partir dessa exposição, as pessoas vão entrar em contato com a aparência do mosquito em cada estágio de vida. Agentes de saúde e sanitaristas vão orientá-las sobre o vetor, afirma Claudenice Pontes.
Outras informações sobre os cuidados para evitar a propagação do mosquito podem ser conseguidas por meio do telefone 0800-286-2828.
Fonte: Jornal do Commercio



