Ceará: Sindicato promove uma série de ações para destacar 2 anos de Corredômetro

Na última sexta-feira, 21 de abril, a campanha Corredômetro, do Sindicato dos Médicos do Ceará, em parceria com a Associação Médica Cearense (AMC), completou dois anos. Através da iniciativa, inédita no País, são contabilizados e divulgados os números de pacientes sem leitos adequados, ‘alocados’ em corredores de hospitais de emergência no Ceará. Para chamar a atenção das autoridades e da sociedade sobre o problema, o Sindicato promove, esta semana, uma séria de ações, em praças públicas e mídias sociais, como a divulgação do vídeo abaixo:

Há dois anos, a campanha é notícia nacional, motivo de críticas de gestores – constrangidos com a divulgação – e revela políticas públicas de saúde adotadas entre 2010 e 2015, quando o Brasil perdeu mais de 23.500 leitos, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). No Ceará, considerando leitos das redes pública e privada, a redução foi de 11% nesse período.

Segundo a presidente do Sindicato, Dra. Mayra Pinheiro, o Corredômetro é um clamor da classe médica, que cobra dignidade e garantia à Saúde assegurada pela Magna Carta. “Em dois anos, nada melhorou. Não, por falta de propostas. A contratação de leitos SUS e de serviços – como exames –, junto às instituições privadas e a adoção de métodos de gestão empresarial na Saúde, com aumento da eficiência administrativa, são algumas delas”, destaca.

Sobre a aferição

O Corredômetro já foi diário, depois passou a ser contabilizado de segunda a sexta-feira (exceto em feriados) e, desde dezembro de 2016, é divulgado somente no último dia útil de cada mês, como um recorte da realidade mensal.

Para tanto, uma ronda é feita, ‘in loco’, em unidades como o Instituto Dr. José Frota (IJF), Hospital de Messejana (HM), Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital São José (HSJ) e Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM). Mas a iniciativa também já contemplou as UPAs de Fortaleza e o Hospital Regional do Cariri, que saíram da campanha devido as dificuldades em se obter os dados.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Ceará

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