MIAMI – Um dispositivo novo, que pode ser adicionado a um smartphone, pode ser capaz de diagnosticar com precisão e de forma barata o câncer, uma tecnologia que pode ser útil em áreas remotas, informaram ontem pesquisadores dos Estados Unidos. Conhecido como D3, o dispositivo foi projetado para ser usado por médicos especialistas, e não pelo público em geral, e até agora parece tão preciso quanto os testes mais desenvolvidos e caros de uso corrente, mas a um preço de apenas US$ 1,80 (cerca de R$ 5,6) por paciente.
A pesquisa foi divulgada na Proceedings of the National Academy of Sciences, uma revista científica norte-americana. “Acreditamos que a plataforma que desenvolvemos fornece recursos essenciais a um custo extraordinariamente baixo”, afirmou o co-autor Cesar Castro, médico do Massachusetts General Hospital Cancer Center and Center for Systems Biology.
D3 é a sigla para “diagnóstico difração digital”, e o sistema “apresenta um módulo de imagem com uma luz de LED alimentada por bateria encaixado num smartphone padrão que grava dados de imagens de alta resolução com sua câmera”, disse o estudo. “Com maior campo de visão do que a microscopia tradicional, o D3 é capaz de gravar dados em mais do que 100.000 células a partir de uma amostra de sangue ou tecido numa única imagem”.
O processo envolve a adição de microesferas de uma amostra de sangue ou tecido. As microesferas se ligam a moléculas relacionadas ao câncer. A amostra é em seguida carregada no módulo de imagem D3. Esses dados podem ser rapidamente enviados através de um serviço de armazenamento em nuvem seguro e criptografado para um servidor de processamento.
Então, moléculas específicas, que mostram se o câncer está presente, podem ser detectada através da análise dos padrões de difração gerados pelas microesferas, mostrou o estudo.
Os resultados podem ser enviados ao médicos em minutos ou horas, em vez de dias ou semanas.
Fonte: Jornal do Commercio



