No momento em que Pernambuco se destaca no número de transplantes realizados em 2016 (1.465 – crescimento de 8,7% em relação a 2015), um outro número chama a atenção: 101 pessoas (entre elas, quatro crianças) morreram no Estado, em fila de espera, por um órgão ou tecido no ano passado.
Para que vidas sejam salvas, Pernambuco trabalha para acabar com fatores que favorecem a mortalidade na fila de espera, como a negativa familiar (metade das potenciais doações não são efetivadas por esse motivo). “A não conclusão da detecção de morte encefálica também dificulta a doação e, quando o diagnóstico é feito, muitos órgãos não estão mais em condições para ser aproveitados para o transplante”, frisa a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes.
“Nosso Estado é referência nacional em transplantes. Temos equipes capacitadas na captação dos órgãos e tecidos e para a realização dos procedimentos. Para continuarmos nesse caminho, é imperativo o investimento intensivo em treinamento e capacitação das equipes envolvidas no processo de doação e do quadro funcional dos hospitais com perfil notificante bem estabelecido, além da sensibilização de toda a população para a causa, já que precisamos da autorização dos familiares para efetivar esse ato de solidariedade com o próximo”, afirma Noemy Gomes.
Fonte: Jornal do Commercio



