A entidade que mais combateu a presença de médicos estrangeiros em regiões sem profissionais de saúde quer, agora, prospectar e oferecer emprego a cubanos que eventualmente desistam do programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde. O Conselho Federal de Medicina (CFM) pretende acionar a rede de 400 mil médicos brasileiros para que ofereçam emprego a cubanos que desistirem do programa.
As funções a serem ofertadas, no entanto, seriam na área administrativa, até que os profissionais consigam regularizar a permanência no Brasil e fazer o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida. A iniciativa do CFM se espelha na postura de outra entidade representativa da categoria, a Associação Médica Brasileira (AMB). A AMB ofereceu um emprego na área administrativa a Ramona Rodríguez, a cubana que desistiu do Mais Médicos pediu refúgio no Brasil e asilo nos Estados Unidos. Ramona deve começar a trabalhar amanhã na AMB.
Ontem, o CFM, a AMB e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) divulgaram uma nota conjunta para repudiar as “agressões aos direitos humanos, individuais e trabalhistas” supostamente sofridas pelos profissionais do Mais Médicos. Na nota, as entidades pedem que “denúncias” e “indícios de irregularidades” nas contratações feitas pelo programa sejam objeto de investigação no Ministério Público do Trabalho (MPT), no Ministério Público Federal (MPF) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, o MPT deverá ouvir o depoimento da médica cubana.
Fonte: Folha PE



