Os barraqueiros de Boa Viagem têm 15 dias, a contar da última segunda-feira, para apresentarem à PCR a licença de funcionamento dos poços artesianos que abastecem os chuveirões. Caso não apresentem a documentação, emitida pela CPRH, terão chuveiros e mangueiras apreendidos pela Secretaria de Controle Urbano. A PCR avisa que não vai lacrar os poços, pois não lhe cabe a tarefa.
No último fim de semana, a Secon notificou 154 comerciantes. A ação aconteceu após a divulgação de pesquisa do Departamento de Engenharia Química da UFPE que atestou coliformes fecais e substâncias associadas à urina em mangueiras e chuveiros.
“Esse poço tem mais de 40 anos e nunca vi ninguém ficar doente. Criei meus dois filhos aqui e os moradores de Boa Viagem também usam. Nunca ouvi queixas. Tem ambulante que toma a água. Se fecharem, a gente tira as cadeiras e barracas. Quero ver onde o povo vai sentar”, avisou Gleydson Braz, 40. Para Paulo da Silva, 43, a solução seria a Compesa oferecer estrutura para o uso do lençol freático. “Não teria problema pagar uma taxa à Compesa.”
Em audiência na terça-feira, o Ministério Público determinou encaminhamento de ofício à CPRH para que, em dez dias, mostre cópia da outorga dos poços. Em caso de inexistência dessa outorga, os poços devem ser interditados.
A Compesa foi notificada a informar, em dez dias, sobre a possibilidade de priorizar o saneamento da orla. A empresa afirmou que, caso seja procurada, pode avaliar a melhor forma de atendimento.
Fonte: Diario de Pernambuco



