Cidadania para bebê microcéfalos

Instituições médicas do Estado sugeriram a criação de uma Frente pela Cidadania para as crianças com microcefalia e demais doenças raras. A ideia é agregar todas as demandas sociais,médicas e de reabilitação dos bebês e mães na tentativa de dar agilidade a processos e garantia de melhor assistência. O assunto foi debatido, ontem, em audiência pública convocada pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Na avaliação das entidades, um ano depois da explosão dos casos de microcefalia, é preciso pensar a médio e longo prazo na estrutura de uma rede que efetivamente se comunique. As primeiras deliberações propostas são uma revisão nos pedidos de benefício ao INSS, intervenção do Ministério Público (MPPE) para garantir medicamentos de alto custo para convulsão, cobrança de equipes multiprofissionais para saúde e organização da estrutura de creches para o acolhimento dos bebês com deficiências. “A gente vislumbrou a dificuldade que essas mães têm tanto no Recife quanto no Interior. Vamos elaborar documento, encaminhar ao MPPE e também para as secretarias de saúde e de educação”, disse o presidente do Cremepe, André Dubeux. Já são 2.120 casos notificados de microcefalia e 378 confirmados desde agosto do ano passado até o último dia 3 de setembro. Contudo, o INSS informou que em 2015 foram concedidos 14 Benefícios de Prestação Continuada (BCP) e neste ano o volume até o momento foi de 213, ou seja, só este ano 165 bebês que já tiveram a doença atestada ainda não recebem o BCP. A representante do instituto, Adriana Veloso, prometeu verificar qual o problema. As secretarias de Saúde e Educação municipais disseram que não foram informadas do encontro e por isso não compareceram.

Fonte: Folha de Pernambuco

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