Cidades podem ficar sem médico

BRASÍLIA – A substituição de profissionais cubanos que já completaram três anos no Mais Médicos corre o risco de provocar vazios assistenciais em vários municípios no País. Embora o governo brasileiro e o de Cuba já tenham acertado que novos médicos deverão ocupar vagas disponíveis nas cidades brasileiras, o Ministério da Saúde reconhece que a operação não é imediata, demanda um tempo de preparação, aumentando o risco de cidades ficarem sem profissionais durante um período.

A previsão é de que 1.384 médicos cubanos cheguem em dezembro. Outros dois mil devem desembarcar no Brasil entre janeiro e fevereiro. “O problema é que ao chegar, eles não podem ir direto para as cidades”, afirmou Neilton Oliveira, do Ministério da Saúde.

Ele conta que um esforço está sendo feito para tentar tornar mais ágeis os preparativos, que envolvem a abertura de conta em um banco brasileiro, o registro temporário que autoriza o exercício de medicina no País, a designação e o deslocamento para cidades. “São várias áreas envolvidas. Ministério da Saúde, da Defesa, da Educação”, completou.

O receio é de que os municípios fiquem mais de 90 dias sem assistência, o que poderia levar a uma interrupção no direito de cidades receberem uma parcela de recursos do Ministério da Saúde. “Estamos trabalhando para isso não ocorrer. Não vai acontecer”, disse Oliveira. A estimativa é que até o fim deste mês 4 mil cubanos que hoje trabalham em municípios brasileiros voltem à ilha.

Fonte: Jornal do Commercio

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