Embora não tenha reduzido a assistência aos pacientes, outro hospital da Universidade de Pernambuco (UPE), o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), na Encruzilhada, enfrenta dificuldades por causa do contingenciamento orçamentário estadual. Segundo funcionários, há obras e consertos importantes pendentes, que afetam a qualidade do atendimento à população. O quadro de terceirizados está sendo reduzido, o que pode ter impacto na limpeza da unidade referência para parto de alto risco.
Sem liberdade para usar os recursos recebidos do SUS que extrapolam o limite de gasto imposto pelo governo estadual, o Cisam não consegue consertar a única ambulância própria, a rede de esgoto nem recuperar o prédio do ambulatório de pediatria, interditado há cerca de um ano por risco de desabamento. Dezessete consultórios estão funcionando de forma improvisada. Outra pendência é a construção da central de esterilização, cujos equipamentos estão encaixotados na maternidade.
O diretor do centro de saúde, Olímpio Moraes, confirma os problemas. Ele informa que, mesmo assim, tem mantido as contas em dia e que a gestão do Cisam faz esforços para atender ao contingenciamento estadual. Desde o início do ano, já diminuiu de 132 para 67 o número de terceirizados das áreas administrativa e outras, como maqueiros, motoristas e auxiliares de recepção.
Um maior controle no refeitório também possibilitou, conforme o diretor, reduzir de R$ 230 mil para R$ 180 mil a despesa mensal com refeições de pacientes, acompanhantes e funcionários. Somando outros ajustes, a redução das despesas já estaria em 25%. Há um crédito de R$ 3,5 milhões do SUS.
O Cisam tem direito, por mês, a R$ 1,4 milhão federal e mais R$ 216 mil do Estado, em pagamento à produção de serviços ao Sistema Único de Saúde. Mas só usa cerca de R$ 1,2 milhão. Não tem autorização do Estado para gastar a diferença. Vai poder comprar uma nova ambulância só a partir do próximo mês e o veículo deve chegar em novembro. Precisa de um conserto temporário até lá, gasto em torno de R$ 3,5 mil, ainda não liberado. Tem que pedir diariamente veículo emprestado a outros hospitais para fazer transferência de doentes quando necessária, o que gera estresse nas equipes.
Fonte: Jornal do Commercio



