Combate à hanseníase

Cerca de 645 mil alunos om idades entre 5 e 15 anos, que estudam em 3.449 escolas e 167 cidades pernambucaas, serão foco da III Campanha Nacional de Hanseníase e verminoses que segue até 31 e outubro. A meta é ofertar ratamento coletivo, mediando pelo menos 85% delas contra verminoses. Também realizar exame de hanseníase m 75% das crianças e adolescentes que apresentam aluma mancha de pele. Para isso as autoridades de saúde contam com a participação os pais, uma vez que o tratamento deve ser autorizado elos responsáveis. “Os alunos também vão evar o formulário de autoimagem, que deve ser preenchido pelos pais. Nele deve constar os locais do corpo onde o filho tem alguma manha”, explicou a coordenadora do Programa de Hanseníase da Secretaria Estadual de saúde (SES), Raíssa Alencar. Os estudantes autorizados ao tratamento de verminose serão tratados com a medicação albendazol. Já os que foram examinados e diagnosticados com hanseníase serão referenciados para médicos. A hanseníase, destacou a coordenadora, é um dos principais desafios da saúde no Estado, principalmente entre as crianças e adolescentes. “Temos uma situação endêmica considerada muito alta em Pernambuco. Entre crianças e adolescente de até 15 anos somos considerados super-endêmicos, com cerca de 12 casos para cada 100 mil habitantes. Estamos longe dos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, alertou. Quem está nessa estatística da hanseníase infantil são os dois filhos da dona de casa Ana Cristina, 39 anos. A primeira a foi a menina A.A, 14 anos, que apareceu com uma mancha branca grande no braço. Depois foi o menino A. R, 13 anos, com uma mancha na perna. “Não sabia quase nada da doença até os meninos terem. Só conhecia o preconceito. A minha filha sofreu muito na escola. Tive que arrumar uma declaração do médico dizendo que ela já estava em tratamento e que não havia risco para os outros alunos ou professores”, comentou a dona de casa. A mãe disse que a menina ficou triste. Até pediu para não voltar mais à escola. Mas Ana Cristina insistiu. Agora, ela teme que o filho também sofra o mesmo preconceito. Por isso, defende que o tema deve ser melhor discutido no ambiente escolar para que as crianças infectadas, mas já em tratamento, não se sintam discriminadas.

Fonte: Folha de Pernambuco

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