Os comerciantes instalados há cerca de 30 anos no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, terão que deixar o lugar. A recomendação é da Promotoria de Saúde do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que ontem promoveu audiência pública para discutir a situação da unidade de saúde. Segundo a promotora Helena Capela, os comerciantes estão instalados de forma ilegal e ainda usam a água e a luz do hospital, o que causa prejuízo aos cofres públicos. A promotora adiantou que é necessário fazer uma licitação para saber quem poderia ocupar o espaço, que na realidade é cedido ao hospital pela Santa Casa de Misericórdia.
A recomendação deve causar muita insatisfação entre os comerciantes. “O lugar foi sendo tomado ao longo dos últimos anos. Hoje não se sabe nem da necessidade de determinados serviços disponibilizados por lá”, ressaltou Helena Capela. Além de comércio de lanches, também há oferta de fotocópias e até uma livraria. Segundo a promotora, os próprios comerciantes atingidos com a medida poderão participar da licitação.
O governo do estado pediu um prazo maior para solucionar o impasse, já que o MPPE vai entrar com ação judicial para retirar algumas pessoas que se imaginam que irão se recusar a sair. “Trata-se de um comércio ilegal que está prejudicando o hospital”, afirmou a promotora. O prazo inicial dado ao governo venceria no próximo dia 11.
Além da questão dos comerciantes, existem denúncias de esgoto correndo a céu aberto na unidade de saúde e de más condições na instalação elétrica do hospital. Os prazos para o governo apresentar soluções para a eletricidade e o esgotamento vencem nos próximos dias 11 e 21, respectivamente. Na audiência, também ficou estipulado que haverá contratação de médicos através de edital lançado em janeiro do ano que vem. No entanto, outras contratações de pessoal serão feitas através por seleção simplificada.
Em agosto deste ano, uma vistoria técnica realizada pelo Grupo Interinstitucional de Fiscalização de Saúde em Pernambuco no Huoc constatou as diversas irregularidas no hospital. O relatório foi apresentado à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, à direção do hospital, à secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e à reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE).
Fonte: Diario de Pernambuco



