Comissão discutirá Mais Médicos

SÃO PAULO – Uma comissão formada por representantes de 11 cursos de medicina de universidades federais discutirá como os dois anos de serviço obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS) – previstos como segundo ciclo na formação dos médicos – podem ser incorporados no tempo de residência. A comissão foi formada ontem para, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, aprimorar as propostas do programa Mais Médicos, sobretudo a do segundo ciclo e a de levar profissionais para cidades do interior. Mais de cem profissionais das 59 federais estiveram na reunião.

Outro ponto que será avaliado é a forma de acompanhamento dos estudantes no ciclo final de dois anos. “Como são profissionais do SUS que vão acompanhar os estudantes, temos de definir como esse trabalho será feito”, afirma Mercadante. O ministro ressaltou que a comissão terá 180 dias para discutir antes de as propostas seguirem para o Conselho Nacional de Educação. “A própria estrutura curricular do curso pode sofrer ajustes”, diz.

Médicos e estudantes de medicina fizeram manifestações ontem em vários lugares do País contra o programa Mais Médicos. No Rio, eles se concentraram nas escadarias da Câmara Municipal. Convocado pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj), o protesto repudiava a medida “que prioriza a importação de médicos para o interior do País sem a revalidação do diploma”.

Em São Paulo, cerca de 500 pessoas fecharam a Avenida Paulista para pedir a aplicação do Revalida aos estrangeiros que vierem ao Brasil. Na capital paulista e no Distrito Federal os manifestantes levaram caixões com os rostos da presidente Dilma Rousseff e dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante.

Fonte: Jornal do Commercio

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