Atenção redobrada aos seus olhos. Eles podem revelar muito sobre a sua saúde. Nas sessões de iridologia, técnica utilizada para detectar problemas no organismo, de acordo com as diferenças de pigmentação na íris, o especialista observa a membrana do paciente e o encaminha para diferentes tipos de tratamento, seja com medicamentos naturais ou encaminhamento para a medicina tradicional.
Segundo o biomédico Guilherme Cavalcanti o processo inicia com uma observação e fotografia da íris, ainda na primeira sessão. “É uma forma de começar a conhecer o perfil do paciente”, explica. De acordo com a diferença de pigmentação, é possível detectar doenças como problemas de coluna, fígado e rins. Depende da localização de cada um dos sinais encontrados. “Os olhos são microssistemas de todo o corpo. É como se o cérebro fosse reproduzido a partir dos olhos”, explica.
As sessões podem ser aplicadas em pessoas de qualquer idade. De acordo com Guilherme, a iridologia permite que sejam detectadas doenças antes mesmo que elas apresentem os primeiros sintomas. É o caso, por exemplo, de doenças como Alzheimer e Parkison. “É uma possibilidade desse tipo de diagnóstico, o que pode ajudar, inclusive no tratamento, que é iniciado logo no surgimento da doença”, opina.
Com medo do histórico de câncer de intestino na família, a servidora pública Ladjane Lima buscou a técnica para se prevenir sobre alguma possibilidade de ocorrência. Descobriu então, um problema bem menos grave no órgão, com dores e incômodo na área. “Na iridologia, os profissionais veem tudo. É algo que ajuda muito, tem um diagnóstico rápido”, observa. Ladjane passou a se tratar com medicamentos naturais e se curou das dores no intestino.
Esta época do ano, com temperaturas mais amenas, acaba despertando um número maior de dores nos pacientes. “É uma época propícia para doenças esqueléticas, e isso faz com que o movimento acabe aumentando”, comenta Guilherme Cavalcanti. Em casos de diagnóstico mais graves, como indicação de câncer, por exemplo, o biomédico prefere encaminhar o paciente para acompanhamento com o médico que atenda a área. “Já aconteceu de eu falar diretamente com o médico sobre a possibilidade de a enfermidade vir a se manifestar, já que havia percebido isso no exame da íris”.
O exame é feito da seguinte forma: o paciente conversa com o biomédico sobre o que está incomodando em seu corpo e passa por um exame, feito a olho nu, com auxílio de lanterna específica para a área. Em casos de problemas mais sérios na pigmentação, o especialista fotografa para análise posterior. Pacientes que usem lente de contato não precisam tirar, exceto no caso das que apresentam um colorido muito intenso.
Fonte: Folha de Pernambuco



