De acordo com a PhD Eliane Coutinho, o pilates tem várias funções que melhoram a saúde da mulher, inclusive ajudando a atenuar o estresse no período pré-menstrual. A má postura, geralmente adquirida por algumas gestantes durante a gestação, devido ao aumento da mama e do peso, também é restringida, além dos efeitos da osteoporose no processo de envelhecimento feminino.
Cada uma dessas alterações vai ser beneficiada pelo pilates de diferentes formas. O nível de estresse é controlado pelo efeito da concentração na conexão entre mente e corpo. Com isso, a aluna desconecta-se do problema e, consequentemente, diminui a produção de cortisol, hormônio marcador do nível de estresse. Isso, por si, melhora a irritabilidade e a ansiedade durante o período pré-menstrual.
É sabido que, durante a menstruação, as mulheres sofrem com edemas ou inchaços nas pernas, dores pelo corpo, além de outros problemas. Contudo, é possível combater esses incômodos com a prática do método Pilates.
O edema das extremidades (inchaço das pernas) e cansaço (sensação de peso) é combatido com ativação dasegundabomba cardíaca, que é o músculo tríceps sural (panturrilha), durante todos os exercícios de flexão plantar e dorso flexão, o que gera o bombeamento linfático. Esse equilíbrio hídrico depende da ação da musculatura da panturrilha (perna), que é extremamente estimulada durante a aula de pilates.
Já a osteoporose é atenuada devido à tensão e estresse ósseo gerado durante os exercícios. Além de trabalhar com compressões e descompressões articulares, causando maior produção de células ósseas.
Em relação à postura de hipercifose e hiperlordose durante a gestação, o método trabalha os músculos estabilizadores, que melhoram o reposicionamento da pelve e das escápulas que são alteradas com o peso aumentado da mama.
Fonte: Jornal do Commercio



