Cremepe constata superlotação no Imip

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) iniciou uma série de fiscalizações em unidades de atendimento materno-infantil da Região Metropolitana do Recife pelo Imip. A visita ocorreu na última sexta-feira (11.01), com a presença da presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, e do vice-presidente, José Carlos de Alencar. Os médicos foram recebidos pelo diretor médico do hospital, Geraldo Furtado, pela coordenadora do Centro de Atenção à Mulher, Vilma Guimarães, e pela coordenadora da neonatologia, Geisy Maria de Souza Lima.

Na visita, ficou constatado que há uma superlotação no setor de pré-parto e uma sobrecarga na triagem das pacientes. “Isso se deve, em parte, à falta de um atendimento adequado às mulheres no pré-natal, principalmente nas cidades do interior. Casos simples, como uma paciente que apresentou pré-eclampsia leve, que foi atendida na maternidade municipal de Caruaru, foi enviada ao Imip, quando poderia ser tratada na sua cidade“, afirmou a presidente Helena Carneiro Leão.

Também foram registradas muitas pacientes oriundas do ambulatório do Cisam, cuja maternidade está fechada para reforma. A reforma da unidade, inclusive, começou após várias denúncias feitas pelo Cremepe, que resultara a interdição ética da unidade no primeiro semestre de 2012.

A coordenadora do Centro de Atenção à Mulher do Imip, Vilma Guimarães, afirma que nesta visita foi possível observar a evidência da condição crítica em que se encontram as unidades de atendimento à gestante de alto risco em Pernambuco. “Há superlotações e deficiência em recursos humanos em várias unidades espalhadas pelo estado”, diagnosticou.

Apesar da superlotação e da falta de um espaço para atendimento adequado, toda a equipe médica do Imip estava completa e não havia queixas das pacientes por falta de atenção. “As pacientes estavam sendo assistidas pela equipe, formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem”, afirmou Helena Carneiro Leão.

“Com essa visita ao Imip, fica a preocupação do Conselho com a situação do atendimento materno-infantil no Estado. Constata-se a falta de um pré-natal adequado, o que gera uma sobrecarga nas maternidades de alto risco”, concluiu a presidente do Cremepe.

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