Cremepe esclarece interdição ética no Cisam

 

Foto: Camila Gallindo

Foi realizada na manhã desta quarta-feira (28), uma coletiva de imprensa na sede do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), no Espinheiro, cujo objetivo foi prestar esclarecimento sobre a interdição ética feita pelo Cremepe no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), decretada na última segunda-feira (26). O Cremepe havia dado um prazo de 72 horas na sexta-feira (23) para que os problemas apontados durante fiscalização fossem resolvidos ou, no mínimo, diminuídos.

A presidente do Conselho, Helena Carneiro Leão, foi a primeira a falar. Também discorreram sobre o assunto, a diretora do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Cláudia Beatriz; o 2º secretário e o tesoureiro do Cremepe, Roberto Tenório e Ricardo Paiva, respectivamente; a diretora de políticas públicas do Simepe, Rafaela Pacheco; e o presidente da Associação Pernambucana de Médicos Residentes (APMR), Thiago Henrique.

Estudantes da Universidade Pernambuco (UPE), que fazem residência no Cisam, também estiveram na coletiva. Emocionados, discursaram pelo não fechamento do Centro. “Bem ou mal é um atendimento de qualidade (…) a superlotação não impede nossa aprendizagem”, refletiu a estudante Taynara Soares. Ainda foi questionado para onde iriam os pacientes atendidos pelo hospital. “Vai ser um grande problema para o estado dividí-los entre outras unidades” disparou a residente Thais Valença.

A decisão do Cremepe foi baseada na precária condição estrutural do Cisam e na sobrecarga de médicos. Tais problemas acabam ocasionando a morte constante de alguns pacientes que ali são atendidos. “As mulheres de Pernambuco estão impedidas de parir por falta de vagas, isso é humilhante, desumano e indigno”, declarou Ricardo Paiva. A diretora do Simepe, Claúdia Beatriz, acredita que esta foi uma decisão muito dificil de ser tomada, porém necessária, tendo em vista, que a situação tem sido denunciada há meses, sem que haja uma sinalização concreta de soluação por parte dos gestores.

Além da divulgação dos dados das fiscalizações realizadas, foi enfatizado na coletiva que tanto os estudantes, como as entidades médicas envolvidas no caso, não vão aceitar a privatização do serviço público pela UPE, luta-se pela melhoria na prestação de serviços. “A interdição ética é um chamamento à sociedade”, concluiu a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão.

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