CREMEPE: Huoc é tema de reunião no Conselho

O Hospital Universitário Oswaldo Cruz foi motivo de mais uma reunião no Cremepe com membros do Fórum Interinstitucional de Saúde, representantes da UPE, diretoria e chefes de serviço da unidade.

Em plenária extraordinária, realizada na sede do Cremepe nesta quarta-feira (13.03), o conselheiros debateram com representantes do Ministério Público Estadual, Ministério do Trabalho e Emprego, vice-reitor da UPE,  Rivaldo Mendes, diretor do Huoc, Raílton Bezerra e o superintendente do Complexo Hospitalar da UPE, João Veiga, sobre os rumos do hospital.

De acordo com Roberto Tenório, 2º secretário do Conselho, “o objetivo foi discutir e mapear, de forma detalhada, com diretores e chefes de serviços, a atual condição da unidade para que os desdobramentos necessários sejam encaminhados”, afirmou.

Para o presidente do Fórum, Marcos Lisboa Miranda, do Ministério Público do Trabalho, “a situação é difícil porque além de se tratar da qualidade do atendimento à população estamos lidando com um hospital-escola, que interfere na formação acadêmica dos futuros profissionais”, pontuou.

O promotor do MPPE, Clóvis Sodré, enxerga de forma ampla a situação enfrentada no Huoc. “A condição crítica em que a unidade se encontra reflete a situação da saúde no estado, com profissionais trabalhando em condições precárias e a população sendo prejudicada. É necessária uma solução definitiva”, afirmou Sodré.

O vice-reitor da UPE, Rivaldo Mendes, fez uma retrospectiva do serviço do hospital, destacando as dificuldades vivenciadas ao longo da existência do hospital, demonstrando acreditar que as providências que serão tomadas virão ao encontro de um hospital uiniversitário, centro formador de profissionais de saúde, fato que exige excelência.

Catarina Hanne do Nascimento, chefe da UTI Adulto, deixou claro que o setor não dispõe de condições adequadas, ostentando índice de mortalidade inaceitável e que as melhorias que foram realizadas recentemente decorreram da intervenção do Cremepe, sendo ainda insuficientes.

O Diretor Técnico do Serviço, José Olímpio, falou sobre a autonomia que as universidades precisam ter através de um financiamento adequado citando exemplo de São Paulo, onde os reitores respondem diretamente ao governador e ainda contam com 10% do orçamento do Estado para atender às necessidades financeiras da instituição.Gilberto Abreu, representante do MPPE,  também concordou que uma das questões fundamentais para a melhoria do serviço está no financiamento adequado.

Mário Gesteira, Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica, fez referência às insuficiência de estrutura do serviço. “Muito mais poderia ser feito se houvesse condições estruturais adequadas para isso”, afimou.

Diante do exposto pelos presentes o superintendente do Complexo Hospitalar da UPE, João Veiga, concordou com as colocações, inclusive com a necessidade de financiamento específico, e pediu prazos para solucionar os problemas encontrados no Huoc “Temos feito reuniões com a Secretaria de Saúde  na tentativa de reabrir leitos e novos pavilhões para o funcionamento adequado da unidade. Temos trabalhado junto com o diretor do Huoc, Raíton Bezerra, e com a reitoria da UPE na tentativa de retirar a unidade da situação delicada em que se encontra”, finalizou.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe

 

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