O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) sediou, na noite dessa quinta-feira (21), a solenidade de encerramento das atividades do Instituto Antônio Carlos Escobar (IACE). A instituição, criada em dezembro de 2005 após a morte do médico e psicanalista Antônio Carlos Escobar, que foi assassinado em sum sinal de trânsito no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, enquanto tentava impedir um assalto.
O IACE foi criado para discutir a situação da segurança pública em Pernambuco e alertar a sociedade em torno do tema. Oito anos depois, o instituto considera que atingiu o seu objetivo. “Cumprimos a nossa missão. Conseguimos mobilizar a sociedade, fizemos cobranças e denúncias aos órgãos de segurança pública”, afirmou Tereza Guimarães, viúva do médico e presidente do IACE.
Para marcar o encerramento, o IACE lançou uma revista com o balanço de sua atividades. Na publicação, registros das atividades promovidas, como carreatas, panfletagens, campanhas publicitárias, participações em eventos e reuniões sobre segurança pública e o lançamento do Prêmio Antônio Carlos Escobar.
Apesar do encerramento das atividades, Tereza Guimarães afirmou que os componentes do IACE continuarão trabalhando em prol da segurança pública. “Vamos continuar atuando, mas cada um na sua área, naquilo que for do seu interesse, pois esse é um tema que não se encerra”, explicou.
“Hoje ainda estamos longe de uma sociedade mais justa e com menos criminalidade e desvios. Mas a queda nos índices apontam uma melhora e um caminho a seguir. O IACE neste momento passa à história do nosso estado. Sua participação foi um elo importante na corrente de transformação que nossa sociedade ansiava e, o mais importante, com a marca indelével da solidariedade de que somos capazes”, diz a carta à sociedade publicada na revista do IACE.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Cremepe



