Crescem gastos com a saúde

Em 2013, o pernambucano vai gastar R$ 525 milhões a mais com despesas relativas a planos de saúde e compra de remédios em comparação ao gasto realizado com este tipo de despesa no ano passado, numa diferença de 10%. Os dados são da pesquisa IPC Maps 2013, realizada pela empresa IPC Marketing Editora, que estuda o potencial de consumo do brasileiro.

O percentual de aumento medido pela companhia fica acima dos reajustes médios autorizados pelo governo, tanto para plano de saúde quanto para os remédios. No ano passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) havia autorizado um reajuste de 7,13% para os planos individuais (o aumento de 2013 vai sair até junho), enquanto os remédios tiveram reajuste médio de 6,31% este ano, que passou a valer em abril.

Esses gastos representam 6,24% do total consumido pelo pernambucano. Juntando todas as despesas (ver quadro abaixo), a população do Estado deverá consumir com produtos e serviços cerca de R$ 92,9 bilhões este ano, sendo R$ 5,8 bilhões com saúde. Para o diretor da IPC Marketing, Marcos Pazzini, o maior peso efetivo dos gastos com saúde tem a ver com o envelhecimento da população e também com a entrada de mais consumidores na base de clientes, tanto das operadoras de planos como das farmácias. A pesquisa da IPC Marketing mede o potencial de consumo com base nos números aferidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). “Ao longo dos últimos anos, o gasto das famílias em algumas categorias de consumo vem aumentando, como despesas com carro e alimentação fora de casa. Mas no caso da saúde, isso tem a ver com o envelhecimento da população. Quanto mais velha a pessoa é, mais caro ela paga pelo plano de saúde e mais remédios compra”, comentou.

Além disso, o consumo continua aumentando na região Nordeste, com a ampliação da classe média, enquanto em outras regiões, como no Sul, esse movimento vem dando sinais de esgotamento. “No Brasil, o movimento migratório das famílias da classe D para C tem diminuído. Mas o fenômeno ainda acontece no Nordeste, por isso vem aumentando o potencial de consumo da Região. No Sul, há uma maior concentração de famílias na classe B, que está bastante endividada”, comentou Pazzini.

O Nordeste aumentou a distância de potencial de consumo em relação ao Sul. “Diferença aumentou”, diz. A região Sudeste lidera o ranking do consumo nacional, com uma participação de 50,5% em 2013. A região Nordeste continua em crescimento, representando uma fatia de 18,2%, ante os 17,7% registrados no ano passado. O Sul do País se mantém na terceira posição com uma fatia de consumo da ordem de 16,9%, menor que o registrado no ano passado, que foi de 17,5%.

O objetivo da pesquisa é tentar mostrar como o consumidor gasta seu dinheiro. “É diferente da análise do PIB, que mostra a produção. Conseguimos isso analisando as contas da nação, o PIB, a demanda e isolando o consumo das famílias, distribuindo por cada município urbano. Com a segmentação, tiramos a propensão de gastos”, explica. O IPC Marketing faz esse trabalho desde 1995.

Fonte: Jornal do Commercio

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