
Programa “Fantástico” exibido ontem (1º de julho) pela Rede Globo reforça a situação precária dos hospitais universitários do País, parte deles com equipamentos de alta complexidade para tratamento de saúde sem funcionar. Centros de formação de recursos humanos e de desenvolvimento de tecnologia para a área da saúde, com relevantes serviços prestados à população mais carente, alguns hospitais universitários do País não só estão operando em condições precárias como possuem equipamentos altamente sofisticados para exames paralisados.
A situação precária do curso de Medicina de Garanhuns em Pernambuco, onde os alunos permanecem em greve por tempo indeterminado, também foi focalizado pela reportagem. A primeira turma, que só agora cumpre o segundo semestre, enfrenta falta de professores, de material, laboratórios e peças anatômicas para o estudo das disciplinas necessárias. Há improvisação nas áreas de Psicologia e Informática. A área externa onde funcionaria o Campus está completamente abandonada. Vale lembrar que os alunos, que compõem o segundo período do curso, estão em greve desde o dia 28 de maio e reivindicam melhorias. A decisão de paralisação é compartilhada pela imensa maioria da turma. Dos 39 estudantes, 33 aderiram ao movimento grevista e permanecem negando-se à comparecer às aulas, perdendo, inclusive, provas. O hospital-escola também não existe. O clima entre os alunos é de indignação e desconfiança.



