BRASÍLIA (Folhapress) -Houve uma melhora na qualidade dos cursos da área de saúde entre 2010 e 2013, anos m que essas graduações foram analisadas pelo Ministério da Educação (o ciclo de avaliação se completa a cada três anos). Essa é a avaliação a pasta diante da redução e cursos que, no ano passado, receberam nota 1 ou 2 no conceito Preliminar de Curso CPC), consideradas insatisfatórias. O índice, com gradações e 1 a 5, considera fatores omo infraestrutura do curso, corpo docente e desempenho os estudantes no Enade. Se em 2010, 20,7% dos cursos foram “reprovados” pelo EC, no ano passado o percentual foi de 11,64%. Ao esmo tempo, o número de graduações com nota máxima subiu de 2,03% para 2,64%. Há um deslocamento para s conceitos mais altos em elação a 2010”, disse o presidente do Inep, Chico Soares,orgão do MEC que faz a avaliação dos cursos. No ano passado, o MEC analisou 4.529 cursos de 1.025 instituições de ensino superior. Eles foram reunidos numa base de cálculo de 4.319 unidades, cursos de uma mesma instituição realizados num mesmo município são agrupados. Ao todo, 167,7 mil concluintes fizeram o Enade. Em 2013, foram avaliados 13 cursos de bacharelado e quatro tecnólogos de áreas como saúde, ciências agrárias e produção alimentícia. Apesar da evolução, cursos e instituições foram punidos por desempenho insatisfatório. Ao todo, 80 cursos foram “reprovados” pelo MEC em 2010 e 2013. Desses 53 já estavam com medidas de supervisão. Os 27 cursos restantes tiveram vestibular congelado e não poderão receber novos alunos, mesmo aqueles que passaram no vestibular do final deste ano. Segundo o ministro da Educação, Henrique Paima medida atinge 3.130 vagas. Ao todo, 280 cursos tiveram resultado insatisfatório em 2013. “Esses cursos não podem sofrer aumento de vagas. Também ficam excluídos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e não podem usar o curso como referência para (ofertar) o Pronatec”, afirmou a secretária de Regulação e Supervisão, Marta Abramo. O Fies é suspenso quando um curso tem desempenho ruim uma única vez. Já o Prouni (bolsa para alunos de baixa renda) é vetado peloMEC apenas após duas avaliações ruins consecutivas. “Talvez tenhamos que fazer esse aperfeiçoamento no futuro”, afirmou o ministro Paim sobre a regra para suspensão do Prouni. Na visão de Paim, o modelo atual de supervisão dos cursos é “bastante rígido”. “Se não tivermos a mesma preocupação coma regulação (do ensino superior), não estaremos fazendo expansão com qualidade”, disse.
Fonte: Folha de Pernambuco



