Dedicação médica

Há 50 anos, numa tarde do dia 8 de dezembro, no Teatro de Santa Isabel, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco concedia o grau de médico a um grupo de jovens entusiastas e sonhadores. Entusiasmados com a realidade de serem médicos, conquista desenvolvida ao longo dos seis anos do curso, eles iriam sair dali para os mais diversos rincões, a fim de praticar a arte de Hipócrates.

O sonho de ser médico foi acalentado por todos e compartilhado com a família. Este sonho tinha uma dimensão muito maior, pois íamos nos preparar para retribuir à sociedade o que ela nos proporcionou. Estudamos e nos aperfeiçoamos em instituições públicas e sabíamos que o nosso dever era de reconhecer e agradecer o que esta sociedade fez por nós. Ao praticar medicina, fizemos o bem ao próximo e a nós mesmos. E assim foi feito ao longo desta trajetória de vida profissional, da mais variada maneira, cuidando de todos sem exceção.

Cada um daqueles jovens enveredou por diversos caminhos: cirurgiões ou clínicos, professores ou profissionais, cientistas ou intelectuais, dirigentes ou políticos. Soubemos superar essas dificuldades em prol dos nossos pacientes. Tivemos a sabedoria de acompanhar o desenvolvimento científico e tecnológico da medicina. Nunca deixamos de valorizar o exame clínico. Praticamos o humanismo e a ética na relação médico-paciente ao longo da vida. Que satisfação contarmos aos nossos descendentes, aos nossos amigos e aos nossos colegas médicos a nossa trajetória vitoriosa. A vitória, nesses casos, se expressa pela sensação do dever cumprido. Como foram estes 50 anos de médicos? Foram anos extraordinários, desde a formação na Faculdade do Engenho do Meio, nos Hospitais Pedro II e Santo Amaro, entre outros, até o período da pós-graduação e durante toda a prática profissional. Tivemos o privilégio de conviver com grandes mestres da medicina.

Sempre pautamos nossas vidas para que possam servir de exemplo. Continuamos entusiastas e sonhadores. Editamos um livro comemorativo para contar a nossa história e para comemorar o nosso jubileu de ouro. Por tudo o que se passou, a turma de médicos de 1966 da FMUFPE é constituída por um grupo de irmãos e amigos, que juntos foram, são e serão felizes.

Fonte: Jornal do Commercio

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