O Grande Recife pode estar enfrentando um surto de dengue. O alerta é da Secretaria Estadual de Saúde, que reuniu ontem representantes dos municípios para solicitar dados atualizados. Na Capital, onde o aumento de 140% dos casos foi confirmado e a doença se concentra em nove bairros, a maioria na Zona Norte, um plano de enfrentamento já foi colocado m prática. Em Paulista, um os poucos com registros atualizados, foram 44 casos notificados em 2014. Neste ano, já ão 77. Já nas demais cidades, SES acredita que está ocorrendo subnotificação. “Não acredito em uma situação confortável nos demais municípios do Grande Recife, quando a Capital está diante essa epidemia”, disse a coordenadora estadual de Programa de Controle da Dengue, laudenice Pontes. Para verificar a situação das 14 cidades a RMR, ela comandou ontem m encontro com gestores de saúde. “Cobramos mais atenção nas notificações. Há registros de casos de pacientes om febre baixa que não estão endo classificados como sujeita de dengue. Isso gera substantificação”, adiantou. O diretor de Vigilância em Saúde de Paulista, Fábio Diogo, confirmou. “Muitas pessoas têm se queixado de febre baixa. Os sintomas estão atípicos”. Em Olinda, a gestão acredita que está livre de epidemia. “O município está bem nesse quesito. Estamos conseguindo contornar. Temos apenas dois bairros, Caixa D’Àgua e Passarinho, em risco. Antes as áreas vermelhas na cidade eram 13”, afirmou a diretora municipal de Vigilância em Saúde de Olinda, Terezinha Guimarães.
NO RECIFE Na Capital, uma força tarefa foi anunciada ontem para conter a epidemia de dengue. Entre as medidas está o trabalho dos agentes de saúde ambiental sete dias por semana, incluindo assim a vigilância nos finais de semana. Outra frente é sensibilizar a população por meio de SMS. Serão 20 mil torpedos direcionados aos telefones de quem mora nas áreas de risco. Com115 casos confirmados, o Vasco da Gama lidera o ranking entre os nove bairros com mais casos da doença. Na casa de Ângela Maria, 48 anos, moradora do Vasco da Gama, apenas um dos filhos escapou. Ela, o marido e dois filhos tiveram dengue. “Faz dois meses que começou todo mundo a adoecer”. Depois disso, a casa ganhou uma armadilha do mosquito. Na mesma rua da dona de casa, Eduardo Marques, 28 anos, também adoeceu. “Fiz exame e confirmou a dengue. É horrível”, lamentou.
Vacina disponível ainda neste ano
A primeira vacina contra engue produzida no País eve estar disponível ainda este ano. De acordo com a Superintendência de medicamentos e Produtos iológicos da Agência acional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram autorizados ensaios clínicos om as vacinas produzidas ela Sanofi e NIH/Instituto utantan. As duas tomaram a dianteira das pesquisas para imunização. A gerente de departamento médico da Sanofi, Sheila omsani, garantiu que a empresa será a primeira do undo a comercializar as oses de imunização contra dengue. O que deve acontecer até o final deste no. A empresa é a única que concluiu a terceira fase e testes avaliando os resultados em 31 mil pessoas inclusive com testes no Brasil). A eficácia global da vacina é de 60,08%. Além disso, a imunização a Sanofi apresentou edução de 95,5% de agravamento dos casos e queda de 80% no risco de Hospitalização por dengue. A vacina serve para os quatro ipos de vírus. As contraindicações ainda não foram listadas. Como é com vírus vivo não será indicada para gestante, mulheres amamentando e para quem tem alguma imunodeficiência, como o HIV, por exemplo. Já a imunização que está sendo elaborada pelo NIH/Instituto Butantan está na segunda fase de estudos clínicos em parceria com especialista da Universidade de São Paulo (USP). Nessa etapa, iniciada em setembro do ano passado, 250 voluntários com idades entre 18 e 59 anos, que já tiveram dengue ou não, estão tomando as doses da vacina em teste. Os resultados preliminares não foram divulgados.
Fonte: Folha de Pernambuco



