O índice de infestação do mosquito transmissor da dengue no Recife, atualmente, é de 2.4, um nível considerado pequeno pelas autoridades médico-sanitárias. O dado foi divulgado, ontem, pela secretária Executiva de Vigilância à Saúde da prefeitura , Cristiane Penaforte. O percentual coloca a cidade no patamar de risco médio para um surto da doença e interrompe um ciclo de altos índices que deixaram o município em alerta nos dez primeiros meses do ano. A apresentação do resultado de outubro e novembro aconteceu um dia depois que o Ministério da Saúde divulgou que a capital pernambucana não havia entregue as informações do sexto ciclo do Levantamento Rápido de Índice para o Aedes Aegypt (LIRAa).
Segundo Cristiane Penaforte, os resultados no Recife não foram consolidados a tempo para a divulgação do ranking nacional de infestação, anteontem, o que não significa prejuízo para as ações de combate e controle domosquito. A secretária destacou que a cidade tem sido persistente na redução dos riscos da dengue. “Temos uma rotina semanal para acompanhamento de casos e fazemos um boletim todas as quartas-feiras. Hoje estamos em uma situação confortável”, avaliou. Entre as ações para o controle do mosquito ela destacou a distribuição de coberturas paras caixas de água e campanhas educativas. No primeiro ciclo do LIRAa o índice de infestação na capital chegou a 3.7, subiu para 4.1 no segundo, 4 no terceiro, 4.2 no quarto, 2.9 no quinto e agora 2.4. “Na cidade há uma situação de controle do ponto de vista do vetor”, afirmou sobre a presença do Aedes Aegypt. De acordo com os parâmetros do LIRAa o índice menor que 1 indica que o município está sob controle na proliferação domosquito, de 1 a 2.5 há risco médio, entre 2.6 e 3.9 o risco é alto para um surto da doença, e maior que 4 o perigo é alto.
Penaforte contou que o Recife historicamente enfrenta problemas para combater a dengue, mas que em um ano conseguiu melhorar o cenário. Nos últimos 12 meses a redução chegou a 85,7% no número de casos confirmados da doença. De janeiro a novembro de 2012 foram 7,3 mil casos confirmados. No mesmo período de 2013 foram 1.048 doentes. Alguns bairros assumem a ponta no número de população adoecida. Boa Viagem, Ibura, Várzea, Brasília Teimosa, Dois Unidos, Água Fria, Jardim São Paulo e Nova Descoberta concentram a maior parte dos casos.
Outros 18 bairros não estão entre os que apresentam o maior número de doentes. Mas tiveram pontuação alta, pela última medição do LIRA, apresentando nível 4,0, no ciclo medido no período de 29 a 31/10/2013. Tornaram-se, automaticamente, áreas de risco. São eles: Alto do Mandu, Alto José Bonifácio, Areias, Caçote, Casa Amarela, Curado, Hipódromo, Jiquiá, Jordão, Mangabeira, Mangueira, Ponto de Parada, Rosarinho, Santo Amaro, Torrões, Totó, UR-02 e UR-04. Nessas localidades, caso não haja cuidados, muitas ocorrências da doença podem eclodir.
Fonte: Folha de Pernambuco



