Dia de combate ao câncer

Neste domingo é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. O mal é uma doença que atinge cerca de 13 milhões de pessoas por ano, sendo 1,3mil crianças. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), até outubro já foram registrados 11.840 novos casos, sendo 2.720 no Nordeste. Não há dados referentes a Pernambuco. Considerada uma doença rara, o câncer infantil corresponde a entre 1% e 3% de todos os tumores malignos. Mas, como os sintomas podem ser confundidos com o de outras doenças, requer atenção. “Nem todos os sintomas serão câncer. Mas é importante que os pais fiquem atentos e levem os filhos para fazer exames”, alerta o chefe do setor de oncologia pediátrica do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), Francisco Pedrosa. Segundo o médico, não existe uma prevenção para câncer infantil, como existe para omal nos adultos. Cânceres de pele podem ser prevenidos, mas as leucemias e os linfomas, não. E são justamente esses os tipos mais comuns entre os pequenos. A leucemia pode chegar a 30% dos casos, seguida dos tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Além disso, existe um tipo que aparece apenas nos pequenos: a retinoblastoma, que consiste em um tumor maligno que se desenvolve na retina.

TRATAMENTO

Mais do que uma doença que atinge o organismo, o câncer infantil afeta também o psicológico da criança e dos familiares. É importante que os pais transformem a dor do recebimento da noticia em forças para o tratamento. A pequena Sara Evely, 6, foi diagnosticada aos 5 com um osteosarcoma no fêmur. A menina começou mancando. A mãe, Ivanir Alves, a levou à UPA do Curado, onde foi feito um raio-x, constatando um cisto. “Fomos encaminhadas para o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Lá foi feita a biópsia e confirmado que era um tumor maligno”, disse Ivanir. Após um ano e meio de tratamento intensivo de uma cirurgia, Sara vive como qualquer criança. “Minha filha, brinca normalmente corre, pula, tudo isso porque foi diagnosticado precocemente.”, conta a mãe.

Fonte: Folha de Pernambuco

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