O diabetes é uma doença crônica que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a enfermidade traz prejuízos quando não controlada. Está diretamente associada ao aumento do risco de doenças macrovasculares, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral, e é uma das principais causas de cegueira no mundo. Daí a urgência em se encontrar maneiras mais eficazes de combatê-la, antes que seja tarde demais.
Algumas dessas estratégias começaram a desembarcar no País recentemente. Entre as novidades estão medicamentos que estimulam a perda de açúcar pela urina, insulina com efeito de mais de 40 horas, remédio que alia controle glicêmico com redução de apetite, bomba de insulina inteligente que para de funcionar em caso de hipoglicemia e medidor de glicemia que “conversa” com Iphone e Ipod Touch e envia dados do paciente para o e-mail do médico. Os lançamentos deste setor contribuem para melhorar o controle da glicemia, mas é preciso saber usá-los. Ainda, o portador de diabetes deve buscar , além do controle glicêmico, o ótimo controle na pressão arterial e no perfil lipídico, se destacando o colesterol LD. Mas não basta só medicamento para tratar a doença. Exercício físico, alimentação balanceada e acompanhamento médico são primordiais para o bom controle e a prevenção de complicações.
O diabetes atinge mais de 380 milhões de pessoas no mundo e até 2035 a previsão é que esse número chegue a 592 milhões. O Brasil ocupa a 4ª posição do ranking, com 11,9 milhões de diabéticos, perdendo apenas para China, Índia e Estados Unidos, segundo o mais recente relatório divulgado no ano passado pela IDF.
No mês de maio, acontece no Recife, o EndoRecife 2015 e o Colaen – Congresso Latinoamericano de Endocrinologia em Porto de Galinhas. O evento é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional PE e da Federação Latino Americana de Endocrinologia. Temas diversos, como diabetes, osteoporose, tireoide, dislipidemia, endocrinologia pediátrica, obesidade, cirurgia bariátrica, neuroendocrinologia, entre outros, estarão em pauta.
Fonte: Diario de Pernambuco



