A falta de leitos aparece em todas as listas quando se trata de problemas do sistema público de saúde. Para suprir a ausência, macas de ambulâncias vêm sendo retidas em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Sem as macas a prestação de socorro fica comprometida. Denúncia do Conselho Regional de Medicina (Cremepe) ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) afirma que somente 11 das 120 macas tombadas em nome do Corpo de Bombeiros se encontram em poder da corporação. Desse total, 25 estariam em quatro hospitais da Região Metropolitana do Recife. Mais da metade, 14, se encontrariam no Hospital da Restauração e seis no Hospital Getúlio Vargas. Situação preocupante também enfrenta, conforme a denúncia, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A estimativa é que cerca de vinte macas do Samu sejam retidas diariamente. Fora da função original, geralmente estacionadas em corredores superlotados das unidades de saúde, as macas cobrem um santo e descobrem outro, quando deveriam ser caminho para salvar vidas em risco. Ilustram a precarização do serviço de saúde.
Plantão revisto
A população reclamou, os médicos se queixaram e o plantão pediátrico do Hospital e Maternidade de Abreu e Lima, deve voltar ao antigo formato. A unidade terá o segundo pediatra, mas somente a partir do início de janeiro do próximo ano.
Criança acompanhada
É fácil compreender as queixas da população e dos médicos por ter o plantão do Hospital e Maternidade de Abreu e Lima apenas um pediatra. Havendo necessidade de remoção de uma criança, o pediatra terá que acompanhá-la, ficando o plantão descoberto.
Fonte: Diario de Pernambuco



