Sobre a flexibilização para revalidar o diploma de médicos estrangeiros no Brasil, a AMB se posicionou contra o relatório apresentado ontem pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), relator da Medida Provisória 890/19, que institui o programa Médicos pelo Brasil. A entidade, a qual o Sinmed AL é filiado, diz que a proposta abre brechas alarmantes para a legalização da máfia criada com base na mercantilização. Para a AMB, a revalidação de diplomas deve seguir processo ético e justo.
A proposta traz à tona novamente a ideia do Revalida Light, o que implica riscos na qualidade da assistência oferecida à população. Segundo a AMB, é inaceitável o Congresso autorizar que escolas privadas revalidem diplomas depois de todos os crimes que foram divulgados recentemente, no contexto da Operação Vagatomia, e denunciados pela AMB ao Ministério da Educação. São estes processos criminosos de venda de vagas, fraudes contra o Fies e irregularidades na revalidação de diplomas que o Legislativo está tentando legitimar.
É uma grande miopia, além de um desrespeito com a saúde do cidadão brasileiro, aprovar qualquer proposta no sentido de beneficiar as escolas privadas, que transformaram o ensino médico em um verdadeiro balcão de negócios escusos.
A AMB entende que é temerário e preocupante que um projeto cujo foco é a assistência médica seja utilizado para regulamentar questões de ensino médico e de revalidação de diplomas, tratadas sob um viés perigoso, que só traz benefícios aos donos de faculdades. Além disso, a manobra levanta graves suspeitas sobre as reais intenções das emendas apresentadas à MP 890/19.
Sobre a inserção de cubanos no programa Médicos pelo Brasil, a entidade considera alarmante permitir novamente que profissionais sem formação comprovada e sem diploma revalidado atendam a população brasileira.
A AMB defende a instauração imediata de uma CPI sobre as irregularidades nas revalidações de diplomas de formados no exterior, e defende que qualquer profissional que queira exercer medicina no Brasil, sejam egressos de faculdades nacionais e se estrangeiras, passem por avaliação justa, ética e responsável…
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos do Alagoas (Sinmed AL)



