BRASÍLIA (Folhapress) – Dois dias depois de o candidato do PSDB à corrida presidencial, Aécio Neves, ter feito críticas ao formato adotado pelo Mais Médicos, a presidente Dilma Rousseff saiu em defesa do programa, vitrine de sua campanha à reeleição. Por mais de uma hora, na tarde de ontem, Dilma participou de um “Face to Face”, respondendo a perguntas de internautas sobre o Mais Médicos, via perfil no Facebook que leva seu nome, administrado pelo PT.
“Para nós, as críticas ao programa feitas pelo senador não significam uma sugestão para a melhoria do programa. Na verdade, essas críticas demonstram simplesmente que o senador é contra o Mais Médicos, aliás como foi a posição do seu partido, ao longo de todo o processo de aprovação”, respondeu Dilma.
Na última quarta-feira, o tucano afirmou que faria modificações no programa, garantindo equiparação do salário dos médicos estrangeiros, entre outros pontos. Após a fala de Dilma, Aécio retrucou, também por meio da rede social. “Hoje, a candidata mentiu ao dizer que eu sou contra o Mais Médicos. Para que não haja duvidas: não vou acabar com o Mais Médicos, vou aprimorá-lo. Não vou acabar com o Bolsa Família, vou aprimorá-lo”.
O debate da petista no Facebook ocorreu em horário de expediente. Os ministros Thomas Traumann (Comunicação) e Arthur Chioro (Saúde) orientaramDilma nas respostas, segundo o Planalto. A entrevista pelo Facebook faz parte de estratégia de comunicação da cúpula petista para aproximar Dilma dos jovens. É a primeira vez, contudo, que Dilma é entrevistada por meio da conta administrada pelo PT que leva seu nome e que tem sido usada por assessores de sua campanha.
Pelo “Face to Face”, Dilma afirmou que o Mais Médicos “deu certo”. A petista classificou a bolsa de R$ 3 mil paga por Cuba aos médicos que envia ao Brasil como “ajuda de custo adicional”, afirmando que esses profissionais mantêm seus salários e demais benefícios na ilha. Essa é uma das principais polêmicas envolvendo o programa, já que Cuba recebe do Brasil, via Opas (braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas), pouco mais de R$ 10 mi por médico por mês, mas repassa apenas R$ 3 mil a esse médicos.
Fonte: Jornal do Commercio



