DIU do dia seguinte

Brasília – Quando se pensa em método contraceptivo de emergência, a primeira coisa que vem à mente é a pílula do dia seguinte. Feita para evitar a gestação até 72 horas após o sexo sem proteção, o comprimido é o preferido pela eficácia extrema — apesar das contraindicações. Uma nova pesquisa feita pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e publicada na revista especializada em medicina reprodutiva Human Reproduction, entretanto, descobriu que a pílula do dia seguinte pode não ser o método mais eficaz para consertar o descuido. Segundo os estudiosos, o dispositivo intrauterino (DIU) é a opção mais efetiva a curto, médio e longo prazos para evitar uma gravidez fora de hora.

Os autores da pesquisa chegaram à conclusão de que a taxa de falha do DIU, quando comparada com à da pílula do dia seguinte, foi menos de um por mil. Os médicos analisaram dados de 42 trabalhos feitos em seis países entre 1979 e 2011. Muitos eram chineses — segundo os estudiosos, o dispositivo é usado por 43% das chinesas, enquanto no resto do mundo essa média não passa de 13%. Ao todo, as pesquisas abrangeram 7.034 mulheres e oito tipos de DIU.

Das mais de 7 mil pessoas que usaram o dispositivo até cinco dias após o coito, apenas 10 engravidaram — seis entre 5.629 chinesas e quatro entre 200 mulheres de um estudo egípcio. O DIU, então, ficou em primeiro lugar no pódio dos contraceptivos emergenciais mais confiáveis: enquanto a taxa de falha do aparelho ficou em 0,09%, a do anticoncepcional com ulipristal teve média de 1% a 2% de erro. As pílulas do dia seguinte com levonorgestrel na fórmula tiveram um desempenho ainda pior, com taxa de 2% a 3%.

Fonte: Diario de Pernambuco

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