Doença de Chagas é maior no Agreste

Dezenove cidades do Agreste do Estado estão na lista das mais atingidas pela doença de Chagas, segundo Programa Sanar, do Departamento de Doenças Negligenciadas da Secretaria de saúde de Pernambuco. Os municípios possuem imóveis com elevados índices de infestação do barbeiro, inseto transmissor da doença, além e apresentar indícios de colonização (quando o barbeio não coloniza a casa) e de oradores já infectados. Eles parecem principalmente em asas de taipa, mas também podem ser encontrados em móveis de alvenaria. Segundo o balanço do Sanar, das 19 idades com elevado índice e infestação, dez se destacam. São elas: Limoeiro, Afrânio, Dormentes, Orocó, Petrolina, Santa Cruz, Tabira, Parnaíba, Iguaraci e Itapemirim. As demais estão inclusas a lista do programa devido a indicadores como colonização e pessoas com sorologia positiva. Ontem, data em que oi relembrado o Dia Mundial e Combate à Enfermidade e Chagas, foram realizadas árias ações a fim de alertar obre o problema.

Para marcar a data, médios cardiologistas fizeram atendimento a pacientes portadores da doença, enquanto funcionários e voluntários da Associação dos portadores de Doença de chagas e Insuficiência Cardíaca de Pernambuco distribuíram panfletos informativos e aferiram a pressão arterial do público em frente o Pronto Socorro Universitário Cardiológico da Universidade de Pernambuco Procape/UPE). Um dos tendidos foi o aposentado ariano do Nascimento, 68, que carrega a doença há 50 nos. Natural de Timbaúba, na zona da Mata Norte do Estado, ele foi mordido pelo barbeiro, como é conhecido inseto transmissor da doença, ainda criança, mas ó descobriu ser portador a fase adulta. “O que me mantém vivo é o marcapasso, que ajuda a regular os batimentos cardíacos. Nesses 33 anos que venho me tratando, já foram trocados seis. Mas, o que importa é que, mesmo sendo portador, estou vivo e lutando para continuar respirando”, contou. Assim como a maioria dos portadores da doença, a aposentada Severina Josefa da Silva, 65 anos, morou em casa de taipa. Esse tipo de moradia normalmente são construídas pelas próprias famílias, que dividem o terreno, criam os cômodos e fazem estrutura com madeira e gravetos, revestidas com barro geralmente encontrado no mesmo local. Os barbeiros, geralmente, “moram” nas frestas das paredes de barro e saem à noite em busca de sangue para se alimentar e reproduzir. “E foi aí que eu me tornei mais uma vítima. Infelizmente, meu pai, minha mãe e meu irmão já faleceram com a doença”, lembrou. De acordo com dados de 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 31 mil casas de taipa distribuídas por Pernambuco. No Estado, o Ministério da Saúde não permite, desde 2005, notificar no sistema casos crônicos da doença de Chagas, apenas os agudos. “Pernambuco não possui casos agudos (de contaminação imediata) da doença. Como a ordem vem do ministério, temos apenas dados nacionais. É uma falha nossa”, reconheceu o superintendente do Programa Sanar, do departamento de Doenças Negligenciadas da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Menezes.

Fonte: Folha PE

 

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