BAGDÁ (AFP) – Doze recém nascidos morreram ontem em um incêndio provocado por um curto-circuito em um dos maiores hospitais de Bagdá, segundo balanço fornecido por equipes médicas e de segurança iraquianas. Apenas sete bebês conseguiram se salvar, e foram levados a outro hospital da capital, declarou Jasem Latif al Hijami, responsável pela Direção de Saúde de Bagdá. Devido aos poucos dias de vidados falecidos e dos danos causados pelo fogo, os cadáveres eram difíceis de identificar, o que aumentava a dor de pais e parentes. Um funcionário do ministério do Interior confirmou o balanço de 12 mortos, informando que outros três bebês estariam sendo tratados por asfixia. A maioria dos hospitais públicos da capital iraquiana sofrem com a falta de serviços de qualidade, o que leva muitos iraquianos a utilizar estabelecimentos privados. A falta de serviços públicos de qualidade em matéria de saúde, água e eletricidade motivou uma série de manifestações no ano passado. “O hospital é muito antigo e não está equipado contra os incêndios”, admitiu Hijami, responsável pela Direção de Saúde de Bagdá. Críticas No mês passado, as autoridades iraquianas foram alvos de críticas depois que um atentado suicida em um movimentado bairro da capital matou 320 pessoas. O ataque, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, provocou um enorme incêndio nas ruas e lojas próximas. Mas, testemunhas denunciaram a lentidão da resposta dos bombeiros.
Fonte: Folha de Pernambuco



