Tramita na Câmara do Recife um projeto de lei do vereador Gilberto Alves (PTN), segundo o qual o Hospital da Mulher que está sendo construído no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife, quando inaugurado, se chamará Hospital da Mulher Eduardo Campos. Mas o que pouca gente sabe é que existem outros três projetos de lei, anteriores ao de Alves, e que pretendem batizar a unidade com nome de… mulheres.
Em março de 2013, o vereador Alfredo Santana (PRB) protocolou projeto que visa dar o nome de Pompéia Fernandes Carneiro Campos, mãe do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, João Campos, ao hospital. Em janeiro de 2014, Aimee Carvalho (PSB) sugeriu homenagem à jornalista e deputada Cristina Tavares, figura de destaque na redemocratização do País. Felipe Francismar, do mesmíssimo PSB, entrou, em fevereiro do mesmo ano, com projeto de lei para que o hospital tivesse o nome da médica e militante política Naíde Teodósio.
A situação atual é a seguinte: o projeto que homenagearia Naíde Teodósio foi rejeitado pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), sob alegação de que já existia o texto de Alfredo Santana (Pompéia Fernandes). A conclusão é incontornável: se esse é o argumento, os demais projetos – inclusive o que homenagearia o ex-governador – também deveriam ser rejeitados. A homenagem a Cristina Tavares aguarda parecer da mesma CLJ, enquanto o texto que dá ao hospital o nome de Eduardo Campos ainda está na fase de emendas.
Uma coisa parece bem razoável: a discussão sobre o Hospital da Mulher deveria ser entre os nomes das três mulheres, ou de tantas outras, merecedoras da homenagem. O simples ato de incluir um homem no debate, por maior que tenha sido sua importância política, já é bola fora. Mas nada que não possa ficar pior, se os vereadores aprovarem a proposta de Gilberto Alves.
Fonte: Jornal do Commercio



