Embora ressalte que 55,6% dos serviços ambulatoriais melhoraram no mesmo período, um dos coordenadores do Departamento de DST/Aids, Ronaldo Hallal, reconhece os desafios. “De uma forma geral, houve avanços na estrutura, o que não significa que esteja suficiente para as demandas cada vez mais complexas. As pessoas com HIV estão vivendo por mais tempo e precisando de um acompanhamento multidisciplinar”, afirma. O Brasil tem 608.230 casos de Aids registrados desde o início da epidemia, na década de 1980. Desse total, cerca de 250 mil morreram.
Uma das maiores dificuldades de quem atualmente convive com o vírus, considerada uma verdadeira sentença de morte antes da evolução dos medicamentos, é cuidar das doenças oportunistas, que aparecem em várias partes do corpo por causa da baixa imunidade. Em 54,5% dos serviços, a espera por uma consulta com proctologista é maior que 45 dias ou mesmo imprevisível. O problema é o mesmo, em 41% dos ambulatórios, no caso de uma tomografia. Em 20%, o tempo elevado de espera se repete para uma simples ultrassonografia.
Nesta semana, o Ministério da Saúde decidiu que dois grupos passarão a receber o tratamento com antirretroviral de forma precoce. Um deles é o de pacientes que têm o HIV e apresentem contagem de linfócitos CD4 — células de defesa do organismo — menor ou igual a 500 células/mm2. O segundo grupo é o de soropositivos com parceiros que não têm o vírus, os casais sorodiscordantes. Com a ampliação, estima-se que cerca de 35 mil pessoas passarão a tomar o coquetel contra a Aids.
Fonte: Diario de Pernambuco



