Em alerta com a andropausa

Apesar de os homens ainda fecharem os olhos para o prolema, a baixa do nível hormonal também requer atenção o público masculino. Cerca de 0%da testosterona que circula o sangue é produzida por um grupo de células específicas presentes nos testículos. Suor em excesso, dores de cabeça, noites sem dormir e irritação ão alguns dos sinais de que alo não vai bem. No entanto, para os homens, a temida falta de desejo sexual é o indicativo de maior peso. O Distúrbio Atrogênico do Envelhecimento masculino (DAEM), conhecido como Andropausa, atinge m torno de 25% dos indivíduos a partir dos 50 anos. No entanto, de acordo com especialistas, não há motivo para pânico. A boa alimentação e uma ida mais regrada podem mudar este cenário. “Diferente das mulheres, os homens não têm um sintoma Falta de desejo sexual atinge 25% dos indivíduos acima dos 50 anos específico, como a interrupção da menstruação, para marcar essa mudança. Contudo, as transformações a que o corpo é submetido possuem muitas semelhanças”, explica o urologista André Maciel. De acordo com o médico, além das ondas de calor e o recorrente cansaço, as alterações no nível da pressão arterial e a obesidade estão entre os fatores mais preocupantes. “O controle deve começar já na juventude, reduzindo a ingestão de alimentos gordurosos e com um tempo dedicado ao descanso. A prática de exercícios físicos também é uma ótima receita”, aconselhou. A reposição hormonal também é um caminho quando se fala em Andropausa. Entre as formas de administração mais receitadas, estão a injeção intramuscular e a aplicação do hormônio na forma de gel na pele. O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Pernambuco, Lúcio Vilar, explica que antes da prescrição ao tratamento é preciso um olhar atento. “Estamos falando de um      acompanhamento que deve se estender por toda a vida. Antes de dar o primeiro passo, devem ser realizados vários exames laboratoriais para conhecer o paciente, além de uma ampla avaliação cardiológica”, ponderou. No caso das aplicações, o cronograma segue, em média, o intervalo de 90 dias. O início da ação não é imediato, porém, já envolve a recuperação da capacidade de ereção do pênis. “Não é regra para todo mundo, as reações são bem particulares”, advertiu.

CÂNCER E OUTROS RISCOS

Ao discutir a reposição hormonal com testosterona, as autoridades médicas ainda têm diferentes opiniões sobre o risco de um aumento de incidência do câncer de próstata. O sinal vermelho ocorre por se tratar do tumor maligno mais frequente do sexo masculino, figurando como a principal causa de morte por neoplasia em homens. “A ligação entre os dois quadros é incerta, não se podendo rotular como fator desencadeante. No entanto, para um paciente já diagnosticado com alteração na próstata, a reposição geralmente é descartada. Tudo vai depender da dose e de uma boa orientação”, destacou André Maciel. Os riscos com o tratamento de reposição incluem disfunções do fígado, alterações hematológicas e do sistema cardiovascular, apneia do sono. “Ao identificar problemas, o tratamento pode ser interrompido” disse.

VIDA SEXUAL

Um levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que a dificuldade de ereção chega a mais de 50% dos homens na faixa etária acima dos 40 anos. No Brasil, o estudo mostra que mais de 40% deste público tem algumgrau de disfunção erétil. O alerta fica por conta de outros males que também se tornaram vilões para o sexo. Na lista figuram obesidade, colesterol alto, diabetes, tabagismo e drogas e álcool em excesso. Para especialistas, manter a ereção é um fenômeno circulatório, sendo preciso ter um bom fluxo sanguíneo na região para garantir a rigidez. A disfunção erétil passou a ser considerada um  marcador de doenças cardiovasculares e um dos primeiros sintomas de doenças crônicas, como a hipertensão arterial e o infarto do miocárdio.

Fontes: Folha de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas