Os presidentes do Simepe e do Cremepe, Tadeu Calheiros e André Dubeux, respectivamente, e representantes da Secretaria estadual de Saúde participaram de audiência convocada pelas promotoras do Ministério Público de Pernambuco, Ivana Botelho e Maísa Silva Melo de Oliveira, para discutir a proposta de redução no quadro noturno de plantonistas pediatras na UPA de Olinda. O encontro foi realizado na tarde desta terça-feira (19), na sede do MPPE, na Boa Vista.
Na audiência, acompanhada de perto pela Defensoria Médica do Simepe, a gestão da unidade tentou explicar os motivos para a redução. No entanto, o que ficou evidente é a desassistência que tal medida gerará para a população. A unidade de Pronto Atendimento existe há sete anos com dois pediatras no plantão diurno e a secretaria de Saúde sinalizou que, em outubro, pretende diminuir a escala para um médico pediatra no plantão.
O presidente do Simepe rebateu a informação de que a demanda está diminuindo e apresentou o panorama é de crescimento e que essa demanda também é influenciada pela sazonalidade de determinados períodos. Além disso, Calheiros ainda alertou os riscos dessa diminuição, pois, caso sejam necessárias transferências, os pacientes que estiverem em observação na unidade vão ficar sem o devido atendimento de um especialista.
“Não podemos concordar com essa redução, que se apresenta danosa para toda a população de Olinda, pois apresenta riscos eminentes. Estamos preocupados com a situação e vamos lutar para garantir a devida escala, o que impedirá o desmonte baseado numa redução de custo e sem pensar, de fato, na saúde”, ressalta.
Corroborando a preocupação do Simepe, André Dubeux ainda detalhou que essa redução está sendo sistemática e sempre afeta a pediatria, destacando que movimentos semelhantes nas cidades de Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata também precisaram de intervenção das entidades médicas junto ao MPPE. “Nós estamos muito preocupados com o desmonte da pediatria sob o mesmo pretexto de redução de custos. Quando falamos em atendimento não falamos somente de assistência inicial, mas de todas as reavaliações e quando se diminui os pediatras seguimos aquela regra básica: quem tem dois tem um, quem tem um não tem nenhum. Assim, está claro que a população vai ficar desassistida”.



