Cerca de 60 auxiliares e técnicos de enfermagem da rede municipal de saúde do Recife realizaram uma passeata, na manhã desta terça-feira (25), da Praça do Derby até o edifício-sede da Prefeitura, no Bairro do Recife, área central da Cidade. O ato teve o intuito de chamar a atenção da população e da gestão municipal a respeito das reivindicações da categoria, que está em greve desde a 0h. Nesta quarta (26), às 8h, uma nova manifestação está programada para acontecer na frente da Câmara Municipal.
Segundo o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), a Secretaria de Saúde descumpriu o acordo de encaminhar para apreciação dos vereadores, até o fim deste ano, a lei do Adicional de Desempenho de Equipe (ADE-SUS). Além disso, os profissionais reclamam que a regulamentação do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ) foi levada à Câmara, no último dia 18, sem que fosse discutida pela categoria, como havia sido combinado nas paralisações feitas em conjunto com os enfermeiros da rede municipal, em junho passado.
Primeiro dia de greve
De acordo com o Satenpe, a adesão da categoria ao primeiro dia de greve foi de 60%. A recomendação é de que 100% dos auxiliares e técnicos de enfermagem que atuam nos Postos de Saúde da Família (PSFs) e Upinhas cruzem os braços. Nas urgências e emergências das policlínicas e maternidades da rede municipal, esse quantitativo deve chegar aos 50% a partir desta quarta (25). Já o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não deve ser afetado.
Posição da Prefeitura
Em nota, a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas do Recife (SADGP) informou que o projeto de lei referente ao PMAQ seguiu para a Câmara “no prazo estipulado e conforme acordo com todos os servidores, assinado por representantes dos sindicados da saúde, inclusive o Satenpe”.
Sobre o ADE-SUS, foi esclarecido que um grupo de trabalho “está sendo formado com representantes da gestão e do Fórum dos Servidores, composto por trabalhadores das categorias que serão favorecidas pelo benefício”, com o intuito de estudar “a reestruturação da gratificação, que já é recebida por diversos profissionais da saúde do Recife, inclusive os técnicos de enfermagem”.
Ainda em nota, a Prefeitura disse não considerar cabível o movimento paredista e “aguarda o restabelecimento das atividades da categoria”.
Fonte: Folha de Pernambuco



