Em PE, 39 bolsas tiveram suspeita de contaminação

Para as áreas com grande número de casos, como Pernambuco, ficou decidido que seriam vetados os doadores que apresentassem quadro clínico compatível com zika, dengue ou chikungunya até 30 dias depois do fim dos sintomas. Além disso, os doadores que até 15 dias depois da captação apresentam sintomas das enfermidades devem avisar imediatamente aos centros da sua condição para que o material coletado seja descartado. Apesar de todos esses cuidados para evitar transfusões de sangue suspeito de contaminação no Estado, 22 bolsas acabaram sendo liberadas em Caruaru. “Foram 37 bolsas suspeitas em Caruaru. Dessas, 22 já tinham sido liberadas para sete hospitais diferentes da cidade quando houve a comunicação do doador, nesse período de 15 dias. Mas, nenhum paciente desenvolveu sintoma. Das outras 15 bolsas que sobraram, a gente descartou hemácia, plasma e plaquetas”, afirmou a diretora do Hemope, Ana Fausta. Ainda segundo ela, no Recife, foram identificadas duas bolsas de sangue com indicativo de contaminação, também depois de doadores reportarem adoecimento dias após a captação. A epidemia que provocou uma baixa de quase mil doações por mês no Hemope tem sido superada nos últimos meses com o retorno de pessoas que estavam inviabilizadas. Boa parte desse déficit aconteceu pela interrupção desde janeiro da coleta externa em cidades do Interior, já que muitos municípios tinham praticamente toda a população afetada pelas doenças. Agora, o Hemope estuda a volta dos mutirões de doação dentro dessa estrutura móvel ainda neste semestre.

Fonte: Folha de Pernambuco

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