A reportagem do JC procurou as sete empresas penalizadas pela ANS no Estado. A maioria disse que continuará cumprindo as exigências. Algumas dizem que não entendem o critério utilizado pela agência. Nossas suspensões de julho foram mantidas. Vamos marcar para conversar com a ANS porque tivemos só oito reclamações, de um total de 25 mil usuários, afirma o assessor da diretoria da Unimed Guararapes Ricardo Aguiar. As oito foram reconhecidas como Reparação Voluntária e Eficaz, ou seja, solucionadas em cinco dias, observa.
Na opinião de Aguiar, a ANS está querendo fechar o cerco às operadoras de pequeno e médio porte: Se isso acontecer, estarão colocando todo o poder nas mãos dos grandes. Como ficará, por exemplo, a classe C, que não pode pagar caro?. A Viva Saúde informou que, no período, teve quatro Notificações de Investigação Preliminar (NIP), sendo três arquivadas. Nesse mesmo período, a Viva autorizou mais de 100 mil procedimentos, todos dentro dos prazos, disse a empresa em nota.
Argumento semelhante tem Antônio Trindade, diretor geral da São Francisco Assistência Médica. Desde julho, tivemos apenas dez reclamações, de 20 mil usuários. Vamos marcar reunião para rever esses cálculos. A Excelsior Med, controlada pela Amil, reiterou, através de nota, que a operadora vem trabalhando constantemente para implantar melhorias em sua rede credenciada e que cumprirá as determinações. A Ideal também comentou que está cumprindo as exigências, mas, na visão do gerente executivo da empresa, Carlos Nascimento, o problema é muito maior, é uma questão nacional, de falta de leitos, clínicas, laboratórios. A diretora da Ideal, Uelitânia Duarte, pede ainda apoio da sociedade pernambucana para salvar as companhias locais. A Real Saúde e a Meridional Saúde não retornaram nossos contatos.
Fonte: Jornal do Commercio



