Médicos de Pernambuco paralisaram os serviços de saúde eletivos e realizaram um ato público nesta terça-feira (23/07). Concentrados em frente ao Hospital da Restauração, no bairro do Derby, os profissionais protestaram contra as recentes medidas da Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, com um “enterro simbólico” do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“O ato foi para denunciar a Medida Provisória da morte e da ditadura do SUS, que não responde aos anseios da sociedade, que saiu em passeata nas ruas pedindo melhores condições de trabalho e saúde de qualidade”, alertou o presidente do Simepe, Mário Jorge Lôbo. A medida a qual se refere é a MP 621/2013 que institui o Programa Mais Médico, cuja finalidade é formar recursos humanos na área médica. As entidades médicas do País entendem que a MP 621 é arbitrária. Além de Pernambuco, outros estados também aderiram à mobilização nacional e de acordo com o presidente do Simepe, os médicos brasileiros estão fortemente unidos para defender a saúde pública. “Lutamos pela destinação de 10% das receitas da União para a saúde, a criação de carreira de estado, realização de concurso público e por melhorias nas condições de trabalho”, defende Mário Jorge.
Para o vice-presidente do Simepe, Fernando Cabral, a expressiva presença dos médicos no ato público demonstra a força do movimento. “O ingresso dos médicos estrangeiros sem a devida revalidação do diploma, sem a proficiência do idioma e a extensão do curso de medicina de seis para oito anos não são as soluções paras os problemas na área da saúde do Brasil”, pontua. “Reforçamos que a carreira médica seria a proposta ideal para obter resultados satisfatórios para os problemas apontados pelo próprio Governo Federal”, finalizou.
O “enterro simbólico” do Ministro da Saúde aconteceu no estacionamento da maior emergência de saúde do Estado. Vestidos de brancos e faixa preta no braço simbolizando luto, caminharam com o “caixão” e faixas. Quando estavam em frente à unidade os médicos cobriram o “caixão” com as faixas e discursaram sobre a luta dos médicos.
“Queremos que o financiamento aconteça que a carreira do médico venha e que possamos realmente fornecer uma saúde de qualidade para todos os brasileiros” finalizou a presidente do Conselho Federal de Medicina, Helena Carneiro Leão.As próximas paralisações vão acontecer nos dias 30 e 31 de julho. Neste último também será realizada uma assembleia geral para definir os rumos do movimento.



