Entidade quer plantar maconha medicinal

Gestos simples, como pegar um objeto com as mãos, não eram possíveis até poucos meses atrás para Pedro, 5 anos, quando começou o tratamento com o canabidiol (CBD). Pedro sofre de epilepsia multifocal refratária de difícil controle e é um dos brasileiros que têm no composto da maconha a esperança de uma vida com mais qualidade. Foi entusiasmado pelas pequenas conquistas do filho que o psicólogo Júlio Américo, 49, ajudou a criar a Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Amame), espaço de confluência de pacientes e apoiadores do uso medicinal da maconha, que se prepara para representar a sociedade civil no debate sobre o tema e vislumbra ser a primeira entidade a produzir a medicação no Brasil.

A troca de experiências de famílias em João Pessoa, na Paraíba, encontrou eco na vivência de outros pais e pacientes de maconha medicinal, formando uma rede nacional que interliga médicos, juristas, cientistas e outros interessados no assunto. No dia 13, foi oficializada a criação da Amame, que agora trabalha para se registrar legalmente.

“Queremos representar as pessoas e apoiá-las, dar orientações sobre o uso e organizar uma produção nacional da planta. Não é uma questão individual, mas de saúde pública”, explica Júlio, que também é presidente da associação.

A proposta do grupo é universalizar o acesso a outros canabinoides que, segundo experiências, também possuem valor terapêutico e podem auxiliar no tratamento de doenças como câncer e esclerose múltipla.

Fonte: Diario de Pernambuco

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