Entidades e alunos contra-atacam

“O engraçado é que eles falam em humanização, mas eu falo que isso brutaliza o médico”, disparou o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D’Ávila. Para ele, o comparativo de realidades entre Brasil e Inglaterra é difícil, já que lá sobram investimentos em saúde pública, com infraestrutura e valorização do profissional. “É muito fácil usar a Inglaterra como exemplo só pela questão do tempo de formação”, criticou.

D’Ávila ainda contraatacou o que chama de “mantra mentiroso” do Ministério da Saúde de por a culpa no médico pela fuga dos profissionais da atenção básica. “Isso na verdade é só um serviço civil obrigatório do governo que é de Medidas Provisórias, improvisadas”, alfinetou, sobre o estágio compulsório.

Alguns estudantes também desaprovaram a novidade. “Dois anos no SUS a gente já passa”, afirmou a estudante do 12ª período de Medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), Isabella Cardoso, 23 anos. A jovem comentou que nos seis anos de formação atual os últimos dois de internato já são realizados em hospitais e ambulatórios públicos. “Também acho que essa justificativa de se humanizar o estudante, um absurdo”, reclamou o estudante da UPE, Luiz Carlos Ferreira, 24.

Fonte: Folha de Pernambuco

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