Entidades iniciam diálogo com o secretário de saúde do Recife

Representantes das entidades médicas – Simepe e Cremepe – estiveram reunidos na quarta-feira (30), com o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, na sede da PCR, Cais do Apolo/Recife. Durante quase duas horas, foram discutidos vários assuntos relacionados com o funcionamento da rede municipal de saúde:  recomposição das escalas de plantão, através do último concurso público, condições de trabalho nas unidades da rede  e, sobretudo, a crise  na área de saúde materno infantil. Os médicos enfatizaram a necessidade de ações concretas para desafogar as unidades do Sistema Ùnico de Saúde (SUS), visando a melhoria do trabalho e dos atendimentos.

Participaram do encontro os presidentes do Simepe, Mario Jorge Lobo, e Cremepe, Helena Carneiro Leão, o vice-presidente do Cremepe, José Carlos Alencar, da secretária-geral do Simepe, Cláudia Beatriz, além das diretoras, Rafaela Pacheco e Verônica Cisneiros.

O secretário afirmou que é prioridade máxima da nova gestão em trabalhar pela saúde, além do empenho e providências que vem sendo tomadas, no sentido de melhorar o atendimento em toda rede. Segundo ele, é preciso manter um canal de diálogo, respeitando as diferenças e os olhares, mas o que há de muito importante, se tem uma visão sistêmica das necessidades da saúde da população e os médicos são parte importante disto.

Ele avaliou como positiva reunião com as entidades médicas e explicou: “ Nós estamos construindo um canal de diálogo, de respeito mútuo com agendas das entidades médicas, entendendo que os profissionais  fazem parte do sistema de saúde. Estão para a gestão na responsabilidade coletiva do sistema,  ter uma aliança estratégica com as entidades representativas dos profissionais de saúde como um todo, para fazer o nosso objetivo final que é atender a população, cuidar da saúde desde a prevenção até o cuidado paliativo”.

Para o presidente do Simepe, Mario Jorge Lobo, foi importante trazer para a nova gestão da Saúde do Recife todas as preocupações das entidades médicas, com foco principal para a assistência materno-infantil, questionamentos da recomposição de escalas, entre outros problemas. “ Nós queremos saber até 2015 quais são as ações efetivas que vão ser feitas da gestão município do Recife, para amenizar o caos instalado na assistência ao parto”, frisou.

Ele informou também, da solicitação de audiência com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio. O objetivo é propor um fórum de discussão com os prefeitos da Região Metropolitana Recife. Os médicos querem saber qual é o papel de cada município dentro da política materno-infantil.

Na opinião da presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão não fez nem um mês que Jailson Correia assumiu já recebeu às entidades médicas, abrindo as portas da secretaria para ouvir os  problemas, as dificuldades e, principalmente, a situação de crise no setor materno infantil. “ A conversa foi produtiva e nós vamos manter esse canal e junto com as entidades juntas, cada uma no seu papel e com respeito a gestão vamos conseguir chegar a uma melhoria e pelo menos a busca de soluções a curto prazo.

A secretária-geral do Simepe, Cláudia Beatriz, disse que  a gestão está sensível aos pleitos das entidades médicas, numa fase ainda de diagnóstico, mas já mostra que algumas atitudes estão sendo tomadas. “ Nós trouxemos algumas demandas recentes e já tivemos respostas que realmente são condizentes com o que a gente espera de um gestão”, enfatizou.

Sobre o  agravamento da responsabilização do município com relação a rede materno infantil e, sobretudo, com assistência ao parto de alto risco, não se pode esperar até 2015, com a inauguração do Hospital da Mulher, na BR101, próximo a Seasa. “Cobramos medidas emergenciais que estão sendo avaliadas, estudadas, e acredito que tenhamos um desdobramento positivo,e tendo em vista que foi solicitado uma agenda permanente para acompanhar esta situação”, finalizou.

 

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