Entidades Médicas colocam em debate as Doenças Negligenciadas

As entidades médicas de Pernambuco – Simepe, Cremepe e AMPE – realizaram na terça-feira (10), 1º Simpósio obre Doenças Negligenciadas –  Aspectos Sócio políticos – no espaço do Teatro Ribeira do Centro de Convenções, em Olinda. O evento reuniu médicos, professores e estudantes de medicina que debateram sobre Hanseníase, Doenças de Chagas, Tuberculose e Doença Reumática. A mesa de abertura contou com as presenças dos representantes do Simepe, Fernando Cabral, do Cremepe, Helena Carneiro Leão e da AMPE, Jane Lemos que ressaltaram a importância de realização do simpósio cujo objetivo foi a troca a atualização dos conhecimentos, a troca de experiências, bem como a união das entidades em Pernambuco.

Hoje, as doenças negligenciadas são doenças que não só prevalecem em condições de pobreza, miséria, mas, também, contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade, já que representam um problema ao desenvolvimento dos países. Por sua vez, os médicos e coordenadores do encontro, Wilson Oliveira e Paula Machado,  afirmaram que nos países em desenvolvimento as comunidades mais pobres são as mais afetadas pelas doenças. Água potável contaminada e falta de sistemas de esgoto aceleram a propagação de doenças infecciosas. Há a necessidade urgente de ações, especialmente contra essas doenças, as quais afetam cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo.

Responsabilidades e políticas de saúde

Deve-se ressaltar que as palestras sobre os temas : Hanseníase, Doenças de Chagas, Tuberculose e Doença Reumática, respectivamente com  as médicas – Mecciene Mendes, Maria Glória Melo e Magda Maruza, além do médico Lurildo Saraiva –  alertaram sobre causas, sintomas, diagnósticos e, sobretudo, tratamentos dessas doenças “esquecidas”. Os profissionais cobraram mais responsabilidades e  compromissos dos gestores em relação às políticas públicas de saúde e qualidade de vida de pacientes e seus cuidadores.

No Brasil, as doenças negligenciadas  também sofrem com uma disponibilidade de recursos muito aquém do necessário ao seu combate. Nesse sentido, é um desafio para a comunidade científica brasileira criar meios de se diagnosticar, tratar e superar tais doenças com os orçamentos destinados ao setor. O termo “doença negligenciada” data da década de 70 e refere-se a doenças causadas por agentes infecciosos e parasitários, como Doença de Chagas, Doença do Sono, Leishmanioses, Malária, Febre Amarela, Tuberculose, entre outros. Tais doenças tendem a ser endêmicas em populações de baixa renda, representando, portanto, um problema latente na África, Ásia e nas Américas. A adoção do adjetivo “negligenciada” tomou como base o fato de que tais doenças não despertam o interesse das grandes empresas farmacêuticas para a produção de medicamentos e vacinas. Além disso, a pesquisa neste setor não conta recursos suficientes, o que gera a escassez dos métodos de profilaxia disponíveis em todo o mundo.

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