Na manhã desta segunda (03.12), a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, e a secretária Geral do Simepe, Cláudia Beatriz, se reuniram com o secretário executivo da Secretaria de Defesa Social (SDS), Alessandro Carvalho, na sede da SDS, em Santo Amaro, para discutir os principais problemas que o médico tem passado em relação à segurança.
O objetivo da reunião foi mostrar que os profissionais da saúde do estado e do interior estão precisando de mais segurança nos locais de trabalho. A presidente do Conselho iniciou a reunião citando algumas intercorrências médicas que aconteceram nos últimos dois meses. “Temos registrados muitos casos na Região metropolitana, principalmente nas Unidades de Saúde, em Santa Cruz do Capibaribe um médico do Samu foi agredido”. Cláudia Beatriz completou, “de setembro para cá, tivemos várias ocorrências no distrito sanitário 3”, entre elas, estava o caso de uma médica da saúde da família que foi ameaçada e vai ter que transferir o próprio local de trabalho.
O representante da secretária de defesa social explicou que não há profissionais suficientes para todas as unidades de saúde. Reconheceu que é importante ter policiais para garantir a segurança dos hospitais, como existe no Hospital da Restauração. “Mas esses profissionais estão ali para prender criminosos e dar ordem de prisão, e não só para garantir a segurança do local”. Ele ainda disse que não se pode privatizar a polícia. Desta forma, a possibilidade é fazer um link direto das unidades com o oficial de operações da área, “assim, quando acontecer alguma ocorrência que os profissionais da saúde não puderem resolver, em última instancia, ligariam para este link direto e a viatura iria para o local, é uma possível solução” esclareceu.
“Acreditamos que o SAMU, as unidades de saúde e hospitais, precisam ser resguardados” afirmou a presidente do Cremepe. Contudo, Alessandro Carvalho explicou que para resolver este problema é importante unir as entidades médicas, a secretaria de Defesa social com os secretários do estado e do município. “É importante fazer uma reunião com todos para buscarmos soluções para a falta de segurança enfrentada pelos médicos, afinal, não dá para trabalhar sem ela”.
DROGAS
A secretária geral do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, ainda explicou que uma das causas para o agravamento da violência é o tráfico de drogas. “Nas unidades de saúde, conquistamos a confiança dos pacientes, mas quando o tráfico esta envolvido nas situações, não nos sentimos seguras” disse.
Fonte: Crempe



