Entrevista: Moacir Jucá, infectologista do Esperança e Agamenon

A identificação de um caso da bactéria KPC no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, pode ser considerada preocupante?
A KPC é resistente a um tipo de antibiótico de largo espectro, que tem boa atividade junto ao órgãos e é muito potente. Existem opções de antibióticos para tratar as pessoas infectadas pela KPC, mas não são tão bons quanto e por isso a situação nos preocupa. As opções terapêuticas terminam complicadas e demoradas e nem sempre apresentam sucesso no resultado. Mas há, sim, meios de combatê-la.

O senhor acredita que podemos falar em surto de KPC no estado?
Surto é quando temos mais casos que o habitual. Um caso por mês, por exemplo, pode ser considerado um número pequeno. O importante é que a situação deve ser muito bem controlada no hospital para evitar contaminação de outros doentes. Não é preciso pânico entre as pessoas. Não há motivo para isso.

Fonte: Diario de Pernambuco

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